O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá responder à decisão da China de expandir os controlos sobre a exportação de elementos de terras raras. A China, por sua vez, anunciou que irá impor taxas portuárias a navios detidos, operados, construídos ou registados sob bandeira dos Estados Unidos a partir de terça-feira.
Essa medida da China é vista como uma retaliação à recente escalada da guerra comercial entre os dois países. As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de diversos produtos, desde smartphones até turbinas de avião. A China é responsável por cerca de 80% da produção mundial desses elementos e, por isso, tem um grande poder de influência sobre o mercado global.
A decisão da China de impor taxas portuárias a navios americanos é um movimento estratégico para pressionar os Estados Unidos a recuarem em suas políticas comerciais. No entanto, o presidente Trump não parece disposto a ceder às pressões e já anunciou que irá responder à altura.
Em um tweet, o presidente americano afirmou que “a China não deve retaliar – só vai piorar as coisas!”. Ele também mencionou que os Estados Unidos têm uma opção “muito mais fácil” para responder à decisão chinesa, mas não deu detalhes sobre qual seria essa opção.
Essa não é a primeira vez que a China utiliza as terras raras como uma arma na guerra comercial com os Estados Unidos. Em 2010, durante um conflito similar, a China restringiu as exportações desses elementos, causando um aumento nos preços e uma escassez no mercado global.
No entanto, o governo americano parece estar preparado para enfrentar essa situação. Em maio deste ano, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos lançou uma lista de 35 elementos críticos, incluindo as terras raras, que são considerados essenciais para a segurança nacional do país. Com isso, o governo americano pode tomar medidas para garantir o suprimento desses elementos, mesmo em caso de restrições impostas por outros países.
Além disso, os Estados Unidos também estão buscando alternativas para reduzir sua dependência das terras raras chinesas. Uma das estratégias é incentivar a produção desses elementos em solo americano. Recentemente, a empresa MP Materials anunciou que irá retomar a produção de terras raras em uma mina na Califórnia, que foi fechada em 2002 devido à concorrência chinesa.
A decisão da China de impor taxas portuárias a navios americanos pode ter um impacto negativo no comércio entre os dois países, mas também pode ser uma oportunidade para os Estados Unidos se tornarem mais autossuficientes na produção de elementos de terras raras. Além disso, essa medida pode levar a uma maior diversificação de fornecedores para outros países, diminuindo a dependência da China nesse mercado.
É importante ressaltar que a guerra comercial entre Estados Unidos e China não afeta apenas esses dois países, mas tem consequências globais. A imposição de tarifas e restrições comerciais pode afetar o crescimento econômico de diversos países e gerar instabilidade no mercado financeiro. Por isso, é fundamental que os líderes desses dois países encontrem uma solução para essa disputa comercial.
O presidente Trump já demonstrou que está disposto a proteger os interesses comerciais dos Estados Unidos e não irá recuar facilmente. No entanto, é importante que essa disputa seja resolvida de forma pacífica e negociada, para evitar um impacto ainda maior na economia global.
Em meio a essa tensão comercial, é importante lembrar que os Estados Unidos e a China são parceiros comerciais importantes e que uma cooperação entre esses dois países pode trazer benefícios para ambos.







