O campo magnético é um fenômeno natural que tem fascinado cientistas e curiosos há séculos. Desde a época de Galileu Galilei, que observou as propriedades magnéticas da Terra, até os avançados estudos atuais, a magnetosfera da Terra tem sido objeto de extensa pesquisa e estudo. No entanto, em um laboratório na Flórida, nos Estados Unidos, há um ímã que está quebrando todos os recordes e desafiando o que sabemos sobre campos magnéticos. Estamos falando do MagLab, um laboratório que abriga o ímã mais poderoso e estável já criado, capaz de gerar um campo magnético de até 100 teslas.
Mas o que exatamente é esse ímã e como ele está mudando o cenário da ciência? Vamos explorar mais sobre essa incrível conquista e seu impacto nas pesquisas científicas.
O MagLab (abreviação de National High Magnetic Field Laboratory) é um laboratório de pesquisa situado em Tallahassee, na Flórida. É um centro de excelência em estudos de campos magnéticos, onde cientistas de todo o mundo vêm para conduzir suas pesquisas. Fundado em 1990, o MagLab é uma colaboração entre a National Science Foundation (NSF) e os estados da Flórida, Luisiana e Novo México. É a maior instalação de pesquisa de campos magnéticos do mundo, com três filiais em diferentes estados, cada uma com suas próprias capacidades e especializações.
No entanto, o MagLab ficou famoso por sua instalação na Flórida, onde está localizado o ímã mais poderoso e estável do mundo. Este ímã é conhecido como “DC Field”, ou campo magnético de corrente contínua, e possui a impressionante capacidade de gerar um campo magnético de até 100 teslas.
Mas o que significa 100 teslas? Para entender a magnitude desse feito, é necessário compreender um pouco mais sobre o que é um campo magnético e como ele é medido. O tesla é a unidade de medida utilizada para descrever a intensidade de um campo magnético. Para se ter uma ideia, o campo magnético da Terra tem uma força média de cerca de 0,00005 tesla. Ou seja, o ímã do MagLab é capaz de gerar um campo magnético mais de dois milhões de vezes mais forte do que o campo magnético da Terra.
Mas não é apenas a força do campo magnético que impressiona os cientistas, é também a sua estabilidade. Diferente de outros ímãs supercondutores que geram campos magnéticos fortes, mas instáveis, o ímã do MagLab é capaz de manter um campo magnético constante durante horas, o que é crucial para certos experimentos que exigem um campo magnético estável para que os resultados sejam precisos e confiáveis.
Esse ímã poderoso é utilizado para realizar pesquisas em diversas áreas, como química, materiais, biologia e física. Ele é especialmente importante para o avanço da medicina, pois permite estudar a atividade cerebral e criar novas técnicas de imagens médicas. Além disso, ele é fundamental para a produção de novos materiais, como os supercondutores, que são utilizados na construção de dispositivos eletrônicos mais avançados e eficientes.
Mas de onde vem tamanha força e estabilidade desse ímã? A resposta está na sua construção. Ele é composto por uma bobina de 36 km de fio supercondutor, feito de uma liga especial de nióbio e titânio, resfriado a uma temperatura de cerca de -269°C. Essa temperatura criogênica é necessária para que o material se torne supercondutor e, consequentemente, permita que a







