No dia 17 de setembro de 2021, uma erupção solar recorde foi registrada pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) da NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA). Essa explosão solar lançou prótons ultraenergéticos quase à velocidade da luz, que podem atravessar a atmosfera da Terra e atingir o solo. Essa descoberta é de extrema importância para a comunidade científica, pois nos ajuda a entender melhor o comportamento do Sol e seus efeitos em nosso planeta.
O Sol é uma estrela extremamente ativa, que passa por ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos. Durante esses ciclos, ocorrem explosões solares, que são emissões de radiação eletromagnética e partículas energéticas. Essas explosões podem ser classificadas em diferentes categorias, dependendo de sua intensidade. A erupção solar registrada em setembro foi classificada como X1.4, sendo considerada a maior explosão solar dos últimos quatro anos.
Mas o que torna essa erupção solar tão especial é a quantidade de energia liberada e a velocidade com que os prótons foram lançados. De acordo com os dados coletados pelo SOHO e pela ESA, os prótons foram lançados a uma velocidade de quase 70% da velocidade da luz. Essa é uma velocidade extremamente alta, que pode ser comparada à velocidade de uma bala de fuzil. Além disso, a energia liberada foi equivalente a 1,4 bilhão de megatons de TNT, o que é cerca de 100 vezes mais do que a bomba nuclear mais poderosa já detonada.
Essa energia e velocidade são tão grandes que os prótons podem atravessar a atmosfera da Terra e chegar até o solo. Mas não há motivo para pânico, pois a atmosfera terrestre é capaz de proteger a vida na superfície. A camada de ozônio, por exemplo, é uma barreira natural que absorve a maior parte da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Além disso, a magnetosfera, que é a região do espaço em volta da Terra influenciada pelo campo magnético do planeta, também atua como uma barreira protetora contra as partículas energéticas.
No entanto, a chegada desses prótons ultraenergéticos pode causar alguns efeitos. Quando eles atingem a atmosfera, interagem com as moléculas de ar, produzindo uma cascata de partículas secundárias, como elétrons e nêutrons. Essas partículas podem afetar as comunicações via satélite e até mesmo causar falhas em sistemas eletrônicos. Além disso, os prótons também podem ser perigosos para astronautas em missões espaciais, pois podem penetrar em seus corpos e causar danos às células.
Mas, apesar desses possíveis efeitos, a chegada dessas partículas energéticas também pode trazer benefícios para a Terra. Quando elas interagem com a atmosfera, produzem belas auroras, que são fenômenos luminosos que ocorrem nas regiões polares do planeta. Além disso, os prótons podem ser usados para estudar a composição da atmosfera e do espaço, fornecendo informações valiosas para a pesquisa científica.
Essa erupção solar recorde também nos ajuda a entender melhor o comportamento do Sol e como ele pode afetar a Terra. A explosão ocorreu em uma região ativa do Sol, conhecida como mancha solar. Essas manchas são áreas mais escuras na superfície do Sol, que indicam uma maior atividade magnética. Acredita-se que a atividade magnética seja a causa das explosões solares, mas ainda não é completamente compreendida pela







