Centenas de pessoas marcharam esta segunda-feira em Lisboa, exigindo respostas para a violência contra as mulheres e criticando o estado da saúde sexual e reprodutiva em Portugal. A mobilização, que aconteceu no dia 25 de novembro, assinalou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, uma data de extrema importância para a conscientização e luta pelos direitos das mulheres.
A marcha teve início na Praça do Comércio e seguiu até à Assembleia da República, onde os manifestantes exigiram medidas efetivas de combate à violência de gênero e denunciaram a falta de políticas públicas voltadas para a saúde sexual e reprodutiva das mulheres em Portugal.
Com cartazes, faixas e gritos de ordem, as pessoas presentes na marcha deixaram claro que a violência contra as mulheres é uma realidade que precisa ser combatida diariamente. Segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas, em Portugal, 28 mulheres foram mortas por violência de gênero em 2019. Um número alarmante que demonstra a urgência de ações efetivas por parte do governo e da sociedade.
Além disso, os manifestantes também denunciaram a precariedade da saúde sexual e reprodutiva em Portugal. A falta de acesso a métodos contraceptivos, a dificuldade de acesso ao aborto legal e seguro e a falta de informação sobre saúde sexual são alguns dos problemas enfrentados pelas mulheres portuguesas. Isso resulta em situações de risco para a saúde e a vida das mulheres, além de violar seus direitos reprodutivos.
Durante a marcha, várias organizações feministas e de defesa dos direitos das mulheres se uniram para reivindicar medidas concretas para combater a violência de gênero e garantir a saúde sexual e reprodutiva das mulheres. Entre as demandas, destacam-se a criação de uma rede de apoio a mulheres vítimas de violência, a ampliação do acesso a métodos contraceptivos e a garantia de um sistema de saúde que atenda às necessidades das mulheres.
Em seu discurso, a ativista e coordenadora da marcha, Rita Ferro Rodrigues, afirmou que “não podemos mais aceitar que as mulheres sejam vítimas de violência e que seus direitos reprodutivos sejam negados. É preciso que o governo tome medidas efetivas para garantir a segurança e a saúde das mulheres em Portugal”.
A marcha também contou com a presença de representantes políticas, como a deputada Isabel Moreira, que destacou a importância da união e da luta coletiva para enfrentar a violência de gênero e garantir os direitos das mulheres.
O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, em homenagem às irmãs Mirabal, ativistas políticas que foram brutalmente assassinadas em 1960, na República Dominicana, por se oporem ao regime ditatorial de Rafael Trujillo.
No entanto, mesmo após duas décadas da criação dessa data, a violência contra as mulheres ainda é uma triste realidade em todo o mundo. Por isso, é fundamental que a sociedade se mobilize e exija medidas concretas para combater esse tipo de violência e garantir os direitos das mulheres.
A marcha em Lisboa foi uma demonstração de que a luta pelos direitos das mulheres é uma pauta urgente e que não será silenciada. É preciso que o governo e a sociedade assumam o compromisso de acabar com a violência de gênero e garantir a saúde e a dignidade das mulheres em Portugal e em todo o mundo. Juntas, podemos transformar essa realidade e construir um futuro mais justo e igualitário para todas as mulheres.







