A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou recentemente a primeira diretriz global sobre infertilidade, pedindo aos países que ampliem o acesso a tratamentos seguros, acessíveis e baseados em evidências. A infertilidade é um problema de saúde global que afeta cerca de 48,5 milhões de casais em todo o mundo, e a OMS está tomando medidas para garantir que esses casais tenham acesso a tratamentos eficazes e acessíveis.
A infertilidade é definida como a incapacidade de um casal engravidar após um ano de relações sexuais regulares sem o uso de contraceptivos. Pode ser causada por uma série de fatores, incluindo problemas de saúde, idade avançada, estilo de vida e fatores ambientais. Infelizmente, muitos casais enfrentam barreiras para acessar tratamentos de infertilidade, seja por falta de recursos financeiros ou por falta de acesso a serviços de saúde adequados.
A nova diretriz da OMS é um marco importante na luta contra a infertilidade, pois fornece orientações claras para os países sobre como abordar esse problema de saúde. A diretriz foi desenvolvida por um grupo de especialistas em saúde reprodutiva, incluindo médicos, cientistas, representantes de pacientes e formuladores de políticas de todo o mundo. Ela se baseia em evidências científicas e em experiências de países que já implementaram políticas e programas de tratamento de infertilidade.
Uma das principais recomendações da diretriz é que os países devem garantir que os tratamentos de infertilidade sejam seguros e acessíveis. Isso inclui a regulamentação adequada dos tratamentos de fertilidade, a formação de profissionais de saúde e a garantia de que os tratamentos sejam acessíveis a todos, independentemente de sua renda ou localização geográfica. Além disso, a diretriz enfatiza a importância de oferecer tratamentos baseados em evidências, ou seja, aqueles que foram comprovados cientificamente como eficazes.
Outra recomendação importante é que os países devem investir em programas de saúde sexual e reprodutiva, incluindo educação sobre fertilidade e planejamento familiar. Isso pode ajudar a prevenir problemas de infertilidade e a promover uma abordagem mais holística para a saúde reprodutiva. Além disso, a diretriz destaca a importância de oferecer suporte psicológico e emocional aos casais que enfrentam problemas de infertilidade, pois isso pode ser uma jornada emocionalmente desafiadora.
É importante notar que a diretriz da OMS não se limita apenas ao tratamento de infertilidade, mas também aborda questões relacionadas, como a saúde mental e o bem-estar dos casais que enfrentam esse problema. Isso é crucial, pois a infertilidade pode ter um impacto significativo na saúde mental e no relacionamento dos casais. Portanto, é essencial que os países abordem a infertilidade de forma abrangente, considerando todos os aspectos da saúde e do bem-estar dos casais.
A OMS também enfatiza a importância da equidade de gênero na abordagem da infertilidade. Isso significa garantir que homens e mulheres tenham acesso igualitário a tratamentos de infertilidade e que os serviços de saúde sejam sensíveis às necessidades e desejos de ambos os sexos. Além disso, a diretriz destaca a importância de combater o estigma e a discriminação em relação à infertilidade, que muitas vezes afetam as mulheres de forma desproporcional.
A implementação das recomendações da OMS pode ter um impacto significativo na vida de milhões de casais em todo o mundo. Ao garantir que os tratamentos de infertilidade sejam seguros, acessíveis e baseados em evidências, os países







