O Brasil alcançou um marco histórico no combate ao HIV, com a eliminação da transmissão vertical do vírus e a redução da mortalidade relacionada à doença. Esses avanços são resultado de um trabalho conjunto entre o governo, organizações da sociedade civil e a população, que se uniram para ampliar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do HIV.
A transmissão vertical do HIV ocorre quando uma mãe infectada transmite o vírus para o seu filho durante a gestação, o parto ou a amamentação. Essa forma de transmissão é responsável por cerca de 90% dos casos de HIV em crianças. No entanto, graças aos esforços do programa de prevenção da transmissão vertical do HIV, o Brasil conseguiu eliminar essa forma de contágio, o que significa que nenhuma criança nasce mais com o vírus no país.
Esse feito é resultado de uma série de medidas adotadas pelo governo brasileiro, como a testagem de todas as gestantes para o HIV durante o pré-natal, a oferta de tratamento gratuito para as gestantes infectadas e a administração de medicamentos antirretrovirais para os bebês logo após o nascimento. Além disso, a ampliação do acesso à informação e ao uso de preservativos também contribuiu para a redução da transmissão vertical do HIV.
Outro marco importante alcançado pelo Brasil é a redução da mortalidade relacionada ao HIV. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, o país registrou a menor taxa de mortalidade por AIDS em 32 anos. Isso significa que, graças aos avanços no diagnóstico e tratamento do HIV, mais pessoas estão vivendo com qualidade de vida e menos pessoas estão morrendo por complicações relacionadas à doença.
O diagnóstico precoce do HIV é fundamental para o sucesso do tratamento e para a redução da mortalidade. Por isso, o Brasil tem investido em estratégias de testagem rápida e ampliado o acesso aos testes de HIV em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como escolas e eventos. Além disso, o país também oferece tratamento gratuito para todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente do estágio da doença, o que contribui para a redução da mortalidade.
Outra medida importante adotada pelo Brasil é a profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste no uso diário de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão em situação de risco de contrair o HIV. A PrEP é uma estratégia eficaz de prevenção e tem sido disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017.
Além disso, o Brasil também tem investido em campanhas de conscientização e educação sobre o HIV, visando combater o preconceito e o estigma em torno da doença. Isso é fundamental para que as pessoas se sintam encorajadas a fazer o teste de HIV e buscar tratamento, além de promover a prevenção por meio do uso de preservativos e da PrEP.
Os avanços no controle do HIV no Brasil são motivo de comemoração, mas também são um lembrete de que ainda há muito a ser feito. Ainda existem cerca de 900 mil pessoas vivendo com HIV no país e a cada ano são registrados cerca de 40 mil novos casos. Por isso, é fundamental continuar investindo em políticas públicas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV.
Além disso, é importante destacar a importância da solidariedade e do respeito às pessoas vivendo com HIV. O preconceito e o estigma em torno da doença ainda são grandes desafios a serem enfrentados. É preciso que a sociedade se una para combater a discriminação e promover







