Na última semana, a NASA anunciou uma descoberta incrível feita pelo telescópio espacial James Webb. O instrumento captou a luz da supernova mais antiga já vista, que explodiu no início do Universo, apenas 730 milhões de anos após o Big Bang. Essa descoberta é um marco importante para a astronomia, pois nos permite entender melhor como o Universo evoluiu desde seu início.
A supernova, chamada de SN Wilson, foi descoberta pela primeira vez em 2017 pelo telescópio espacial Hubble. No entanto, devido à sua grande distância, a luz da explosão levou cerca de 13,5 bilhões de anos para chegar até nós. Com a ajuda do James Webb, os cientistas conseguiram captar essa luz e estudar mais detalhadamente as características dessa supernova.
A SN Wilson é uma supernova do tipo Ia, o que significa que é causada pela explosão de uma estrela anã branca. Essas estrelas são extremamente densas e pequenas, com cerca de metade do tamanho do nosso Sol. Quando elas atingem o fim de sua vida, entram em colapso e explodem, liberando uma enorme quantidade de energia e materiais no espaço.
O que torna a SN Wilson tão especial é que ela é a supernova mais antiga já registrada. Ela ocorreu em um momento crucial da história do Universo, quando as primeiras estrelas e galáxias estavam se formando. Isso significa que a luz captada pelo James Webb nos dá uma visão única e valiosa sobre como era o Universo nessa época.
Além disso, a SN Wilson é também a supernova mais distante já registrada, estando a cerca de 13,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra. Isso significa que a luz que captamos agora foi emitida quando o Universo tinha apenas 5% de sua idade atual. É como se estivéssemos vendo uma imagem do passado distante, uma janela para um tempo em que o Universo era muito diferente do que conhecemos hoje.
Mas como o James Webb conseguiu captar essa luz tão distante e antiga? O telescópio é equipado com um espelho primário de 6,5 metros de diâmetro, quase três vezes maior do que o do Hubble. Isso permite que ele colete mais luz e tenha uma resolução muito maior. Além disso, o instrumento é capaz de observar em comprimentos de onda infravermelhos, o que é essencial para captar a luz de objetos tão distantes.
Com essas características, o James Webb é o instrumento ideal para estudar o Universo primordial e entender como ele evoluiu ao longo do tempo. Essa descoberta da SN Wilson é apenas o começo de uma série de descobertas que o telescópio nos proporcionará nos próximos anos.
Os cientistas já estão trabalhando para analisar os dados coletados pelo James Webb e entender melhor as características dessa supernova. Eles esperam descobrir mais informações sobre sua idade, sua massa e sua composição, o que nos ajudará a entender melhor como as primeiras estrelas se formaram e evoluíram.
Essa descoberta também é um marco importante para o próprio James Webb, que está prestes a ser lançado ao espaço. O telescópio foi projetado e construído ao longo de mais de duas décadas, com um investimento de mais de 10 bilhões de dólares. Essa missão é uma parceria entre a NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Canadense, e promete revolucionar nossa compreensão do Universo.
Com o lançamento do James Webb previsto para o final de 2021, essa descoberta da SN Wilson é um grande incentivo para todos os envolvidos no projeto. Ela mostra o potencial incrível desse instrumento e







