Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) indica que uma molécula natural, conhecida como CaAKG, pode ser a chave para restaurar funções de memória e comunicação entre neurônios em modelos de Alzheimer. Os resultados da pesquisa foram publicados recentemente na revista científica Nature Communications.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente pessoas idosas, causando perda progressiva de memória e outras funções cognitivas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo tenham Alzheimer, e esse número deve triplicar até 2050.
Até o momento, não há cura para o Alzheimer e os tratamentos disponíveis apenas ajudam a aliviar os sintomas. Por isso, a descoberta de uma molécula que pode restaurar funções de memória e comunicação entre neurônios é um grande avanço na luta contra essa doença.
O CaAKG é uma molécula natural produzida pelo organismo e está presente em alimentos como carnes, peixes e laticínios. Ela é conhecida por ter propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, mas sua ação no cérebro ainda era desconhecida.
Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram modelos de Alzheimer em laboratório, que são ratos geneticamente modificados para desenvolver a doença. Eles observaram que esses animais apresentavam perda de memória e dificuldade na comunicação entre os neurônios, características comuns do Alzheimer.
Em seguida, os ratos foram tratados com CaAKG por um período de 30 dias. Os resultados foram surpreendentes: os animais apresentaram melhora significativa na memória e na comunicação entre os neurônios. Além disso, os pesquisadores observaram que a molécula também reduziu a inflamação no cérebro dos ratos, um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do Alzheimer.
De acordo com os pesquisadores, o CaAKG age diretamente nas células cerebrais, estimulando a produção de novas sinapses, que são as conexões entre os neurônios responsáveis pela comunicação e pelo armazenamento de informações. Isso explica a melhora na memória observada nos ratos tratados com a molécula.
Além disso, o CaAKG também atua na redução da formação de placas amiloides, que são depósitos de proteínas que se acumulam no cérebro de pacientes com Alzheimer, causando danos às células nervosas.
Os resultados do estudo são promissores e abrem caminho para novas pesquisas e possíveis tratamentos para o Alzheimer. Segundo os pesquisadores, o próximo passo é realizar testes em humanos para comprovar a eficácia da molécula no tratamento da doença.
É importante ressaltar que o CaAKG não é uma cura para o Alzheimer, mas pode ser uma opção de tratamento para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e retardar o avanço da doença. Além disso, a molécula é natural e já é consumida por milhões de pessoas em todo o mundo, o que facilitaria sua aprovação e uso em larga escala.
A descoberta do potencial do CaAKG no tratamento do Alzheimer é mais um exemplo de como a natureza pode nos fornecer soluções para problemas de saúde. É importante investir em pesquisas e estudos que explorem o potencial de moléculas naturais, pois elas podem ser uma alternativa segura e eficaz para o tratamento de diversas doenças.
Esperamos que os resultados desse estudo incentivem outros pesquisadores a explorar o potencial do CaAKG e de outras moléculas naturais no combate ao Alzheimer e outras doen







