No último dia do ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez os seus tradicionais votos de Ano Novo, onde fez um balanço do seu mandato enquanto Chefe de Estado. No entanto, as críticas não tardaram a surgir por parte de alguns líderes políticos, nomeadamente António Filipe, Catarina Martins e André Ventura, que apontaram falhas no desempenho do Presidente, especialmente no que diz respeito à saúde, leis laborais, habitação e educação.
Durante os seus votos, Marcelo Rebelo de Sousa destacou os avanços alcançados no país durante o seu mandato, como o crescimento económico, a redução do desemprego e o aumento do salário mínimo. No entanto, os líderes políticos da oposição não pouparam críticas ao Presidente, apontando para áreas onde consideram que o seu desempenho foi insuficiente.
António Filipe, líder parlamentar do PCP, criticou o Presidente por não ter usado o seu poder de veto em relação a algumas leis laborais aprovadas pelo governo. Segundo Filipe, estas leis representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e o Presidente deveria ter tido uma postura mais ativa na sua defesa.
Já Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, apontou para a falta de investimento na saúde, que tem levado a um aumento das listas de espera e à degradação dos serviços de saúde. Martins também criticou a falta de medidas concretas para combater a precariedade laboral e a falta de habitação acessível, que tem afetado cada vez mais famílias portuguesas.
Por sua vez, André Ventura, líder do partido Chega, acusou o Presidente de ser um “fantoche” do governo, afirmando que Marcelo Rebelo de Sousa não tem tido uma postura de independência e tem apoiado incondicionalmente as políticas do governo. Ventura também criticou a falta de medidas para melhorar a educação, nomeadamente a falta de investimento nas escolas e a falta de apoio aos professores.
No entanto, apesar das críticas, Marcelo Rebelo de Sousa tem sido amplamente elogiado pela sua proximidade com os cidadãos e pela sua capacidade de unir o país em momentos difíceis. O Presidente tem sido uma figura de referência durante a pandemia da COVID-19, visitando hospitais, lares e outras instituições para mostrar o seu apoio e solidariedade.
Além disso, Marcelo Rebelo de Sousa tem sido um defensor da democracia e da liberdade de expressão, tendo sido uma voz ativa na defesa dos valores europeus e na luta contra o populismo e o extremismo. O seu papel na promoção da coesão social e da tolerância tem sido amplamente reconhecido e elogiado.
No que diz respeito às críticas específicas apontadas pelos líderes políticos, o Presidente tem afirmado que tem cumprido o seu papel constitucional e que não pode interferir diretamente nas políticas do governo. No entanto, tem mostrado preocupação com as questões levantadas e tem apelado ao diálogo e à cooperação entre os diferentes partidos políticos para encontrar soluções para os problemas do país.
Em resposta às críticas de André Ventura, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que não é um “fantoche” de ninguém e que tem agido sempre de forma independente e em defesa dos interesses do país. O Presidente também reforçou a importância da educação e do investimento na formação dos jovens para o futuro do país.
Em relação à saúde, o Presidente reconheceu que há ainda muito a fazer, mas destacou os avanços alcançados, como a redução das







