Cotrim quebrou sua promessa e optou pelo voto útil na segunda volta das eleições presidenciais. O candidato, que antes havia afirmado que jamais apoiaria André Ventura, agora se vê obrigado a mudar de postura para afastar as polêmicas e as sondagens que o colocam fora da disputa pelo segundo turno. A decisão de Cotrim causou surpresa e descontentamento, mas ele insiste que é necessário para evitar “danos severos”.
A declaração de Cotrim sobre um possível apoio a André Ventura na segunda volta causou um grande alvoroço na campanha eleitoral. O candidato, que até então vinha se destacando por suas propostas e discurso conciliador, foi alvo de críticas e questionamentos sobre sua coerência e valores. Afinal, como alguém que se posiciona contra o discurso de ódio e intolerância de Ventura poderia cogitar apoiá-lo em uma eventual segunda volta?
No entanto, a realidade política mostrou-se mais complexa do que as declarações de campanha. Com a aproximação da data da votação, as pesquisas de intenção de voto apontaram um cenário preocupante para Cotrim. O candidato, que vinha em uma crescente, agora se via ameaçado de ficar de fora do segundo turno. As polêmicas em torno de sua postura em relação a André Ventura estavam afastando possíveis eleitores e prejudicando sua campanha.
Foi então que Cotrim tomou uma decisão difícil, mas que ele acredita ser a mais sensata: adotar o voto útil. O candidato, que sempre defendeu a importância de um diálogo democrático e respeitoso, agora se vê obrigado a fazer uma aliança estratégica para garantir sua presença no segundo turno. Ele entende que, nesse momento, é preciso deixar de lado as diferenças e unir forças para evitar que um discurso extremista e divisivo assuma o poder.
É importante ressaltar que a mudança de postura de Cotrim não significa uma adesão às ideias de André Ventura. Pelo contrário, o candidato reafirma sua convicção de que o discurso de ódio e intolerância não tem espaço na política e que é preciso combatê-lo com veemência. Sua decisão de apoiar um possível adversário no segundo turno é apenas uma estratégia para garantir que suas propostas e valores continuem sendo debatidos e defendidos.
Ainda assim, a decisão de Cotrim não foi bem recebida por todos. A IL (Iniciativa Liberal), partido ao qual o candidato é filiado, se mostrou descontente com a mudança de posição. Alguns membros do partido admitiram que a atitude de Cotrim pode causar “danos severos” à imagem da IL, que sempre se posicionou de forma clara e firme contra o extremismo político.
No entanto, é preciso entender que a política é um jogo estratégico e que nem sempre é possível seguir um caminho linear. Cotrim, assim como qualquer outro candidato, está em uma disputa acirrada e precisa tomar decisões difíceis para garantir sua sobrevivência política. O importante é que ele continue fiel aos seus valores e propostas, e que sua decisão de adotar o voto útil seja vista como uma estratégia para fortalecer a democracia e combater o extremismo.
Agora, mais do que nunca, é preciso que os eleitores estejam atentos e façam uma escolha consciente e responsável nas urnas. É importante que cada um avalie as propostas e o histórico de cada candidato e decida qual é a melhor opção para o país. O voto útil pode ser uma estratégia válida em determinados momentos, mas é fundamental que os eleitores não se deix







