Secretário-geral do PCP critica opção do PSD e CDS de não indicarem sentido de voto para a segunda volta das eleições presidenciais.
As eleições presidenciais em Portugal estão se aproximando de sua segunda volta, que acontecerá no próximo dia 24 de janeiro. Com a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa no primeiro turno, a disputa agora é entre ele e o candidato apoiado pelo Partido Socialista, António Sampaio da Nóvoa.
No entanto, uma decisão tomada pelo PSD e CDS tem gerado polêmica e críticas por parte do Secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa. Os dois partidos, que apoiaram o candidato André Ventura no primeiro turno, decidiram não indicar um sentido de voto para a segunda volta das eleições.
Para Jerónimo de Sousa, essa decisão é um sinal de falta de compromisso com o processo democrático e com a escolha do próximo presidente da República. Em uma entrevista recente, o líder do PCP afirmou que “é lamentável que o PSD e o CDS não tenham a coragem de assumir uma posição clara e transparente sobre a segunda volta das eleições presidenciais”.
O Secretário-geral do PCP também criticou a postura dos dois partidos em relação ao candidato apoiado pelo PS, afirmando que “o silêncio do PSD e CDS é uma forma de apoio indireto a António Sampaio da Nóvoa”. Para Jerónimo de Sousa, essa atitude é uma tentativa de esconder o verdadeiro posicionamento político dos partidos, que não querem se comprometer com uma possível derrota de Marcelo Rebelo de Sousa.
Além disso, o líder do PCP também destacou a importância de uma posição clara e transparente por parte dos partidos políticos, principalmente em um momento tão crucial para o futuro do país. “Os eleitores têm o direito de saber qual é a posição dos partidos políticos em relação à segunda volta das eleições presidenciais. É uma questão de transparência e respeito com o eleitorado”, afirmou Jerónimo de Sousa.
A decisão do PSD e CDS também foi criticada por outros líderes políticos, como o presidente do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, que afirmou que “é inadmissível que os partidos não assumam uma posição clara e transparente em relação à segunda volta das eleições presidenciais”. Para ela, essa atitude é uma forma de fugir da responsabilidade e de não se comprometer com o futuro do país.
Diante dessas críticas, o PSD e CDS se defenderam, afirmando que a decisão de não indicar um sentido de voto é uma forma de respeitar a liberdade de escolha dos eleitores. No entanto, para Jerónimo de Sousa, essa justificativa não é suficiente. “Não se trata de impor uma posição, mas sim de assumir uma posição política e democrática”, afirmou o líder do PCP.
Em um momento em que a democracia e a transparência são tão importantes, é fundamental que os partidos políticos assumam uma posição clara e transparente em relação às eleições presidenciais. A decisão do PSD e CDS de não indicarem um sentido de voto para a segunda volta é um sinal de falta de compromisso com o processo democrático e com a escolha do próximo presidente da República.
É preciso que os partidos políticos sejam transparentes e respeitem a vontade dos eleitores, que têm o direito de saber qual é a posição de cada um em relação às eleições. O silêncio e a falta de comprometimento não são condutas aceitáveis em um processo eleitoral tão importante para o futuro do país.







