Nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, a notícia da demissão da ministra Maria Lúcia Amaral, responsável pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), abalou o cenário político português. Rapidamente, líderes dos principais partidos do país se manifestaram sobre o ocorrido, trazendo à tona suas opiniões e posicionamento político. Os partidos PS, Chega, Iniciativa Liberal e Bloco de Esquerda emitiram declarações sobre a saída de Maria Lúcia do cargo que ocupava desde 2018.
O primeiro a se pronunciar foi o Partido Socialista (PS), atualmente no poder. Em uma declaração à imprensa, Carlos César, líder parlamentar do partido, afirmou que respeita a decisão de Maria Lúcia Amaral e agradeceu pelo seu trabalho à frente da IGAI. “Maria Lúcia foi uma profissional competente e dedicada, que desempenhou suas funções com lisura e ética. A demissão dela é um episódio que não afeta a confiança que temos na equipe e nos órgãos de fiscalização do governo”, disse César.
O PS também aproveitou a oportunidade para reafirmar seu compromisso com a transparência e a lisura na gestão pública, destacando a importância de órgãos como a IGAI para a manutenção desses valores. “Continuaremos trabalhando para fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização em todos os níveis da administração pública, garantindo assim a confiança da população nas instituições”, acrescentou o líder parlamentar, reiterando a importância da gestão responsável e eficiente dos recursos públicos.
Já o partido Chega, principal opositor ao governo socialista, adotou um tom mais crítico em sua declaração sobre a demissão da ministra. Segundo André Ventura, líder do partido, a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo é um indicativo de que o sistema político português está em crise. “É lamentável que uma voz crítica e independente dentro do governo tenha sido silenciada desta maneira. Isso mostra que as instituições não estão funcionando como deveriam, e que algo precisa ser feito para mudar essa realidade”, afirmou Ventura.
O Chega também defendeu uma reforma urgente na estrutura do Estado, a fim de garantir mais transparência e eficiência no uso dos recursos públicos. “O povo português merece um governo que esteja comprometido com o bem-estar da população e com a honestidade na gestão dos recursos. A demissão de Maria Lúcia só reforça a necessidade de mudanças profundas em nossa estrutura política”, concluiu o líder do partido.
Por sua vez, a Iniciativa Liberal também aproveitou a demissão da ministra como argumento para reforçar a importância da reforma do Estado. Em nota oficial, o partido afirmou que “a saída de Maria Lúcia Amaral é mais uma prova de que a burocracia e a ineficiência estão impedindo Portugal de avançar. É preciso uma administração pública moderna e enxuta, que não se preocupe em proteger interesses particulares, mas sim em atender às necessidades da população”.
Ainda segundo a Iniciativa Liberal, esta é uma oportunidade para o país repensar suas políticas públicas e colocar em prática um projeto de reformas, que permita uma gestão mais transparente e responsável. “Os cidadãos têm o direito de serem atendidos por um governo eficiente, que trabalhe para o bem comum e não para interesses partidários. Esperamos que esta demissão sirva de alerta para que as mudanças necessárias sejam tomadas”, reforç







