Recentemente, o futebol brasileiro foi palco de mais uma polêmica envolvendo a presença de mulheres na arbitragem. Após a eliminação do Bragantino no Campeonato Paulista, o diretor de futebol do clube, Gustavo Marques, fez uma declaração que gerou grande repercussão: “Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”. A declaração, além de desrespeitosa, levantou questionamentos sobre o papel das mulheres no esporte e a igualdade de gênero.
A frase de Gustavo Marques foi dita após o jogo entre Bragantino e Corinthians, pelas quartas de final do Paulistão. A partida foi marcada por lances polêmicos e, ao final, o Bragantino acabou eliminado da competição. No entanto, ao invés de reconhecer os erros da equipe em campo, o diretor preferiu culpar a árbitra Edina Alves Batista, que foi a responsável por apitar o jogo.
A declaração de Gustavo Marques é um reflexo do machismo ainda presente no futebol brasileiro. Infelizmente, não é a primeira vez que uma mulher é alvo de comentários preconceituosos no esporte. Desde que começaram a atuar como árbitras, as mulheres enfrentam resistência e desconfiança por parte de alguns jogadores, técnicos e dirigentes. No entanto, é importante ressaltar que a presença feminina na arbitragem é uma realidade em diversos países e tem se mostrado eficiente e competente.
A árbitra Edina Alves Batista é um exemplo disso. Ela é a primeira mulher a integrar o quadro da FIFA no Brasil e já apitou jogos importantes, como a final da Copa do Mundo Feminina Sub-20 em 2018. Além disso, ela é a primeira mulher a apitar um jogo da Série A do Campeonato Brasileiro, em 2019. Sua trajetória é marcada por competência e dedicação, provando que o gênero não interfere na capacidade de exercer a função de árbitra.
É lamentável que, em pleno século XXI, ainda existam pessoas que acreditem que o futebol é um esporte exclusivamente masculino. O machismo e a discriminação de gênero não têm lugar no esporte, que deve ser um ambiente de igualdade e respeito. A presença de mulheres na arbitragem é uma conquista importante e deve ser valorizada e incentivada.
Além disso, é importante destacar que a escolha dos árbitros para os jogos é feita de forma criteriosa e imparcial pela Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol. Não há espaço para favorecimentos ou escolhas baseadas em gênero. O que importa é a competência e a capacidade de exercer a função de forma justa e imparcial.
A declaração de Gustavo Marques gerou grande repercussão e o caso será analisado pela Justiça Desportiva. É importante que medidas sejam tomadas para coibir esse tipo de comportamento e garantir um ambiente mais igualitário no futebol. Além disso, é fundamental que os clubes e seus dirigentes sejam responsabilizados por declarações preconceituosas e desrespeitosas.
O futebol é um esporte que une pessoas de diferentes gêneros, raças e classes sociais. É um esporte que deve promover a igualdade e o respeito, dentro e fora de campo. A presença de mulheres na arbitragem é um passo importante para a construção de um futebol mais justo e inclusivo. É preciso que todos, jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores, se conscientizem sobre a importância da







