No dia 15 de setembro, a empresa de carros elétricos e tecnologia, Tesla, anunciou que estava relançando o modo “Mad Max” em seu sistema de direção autônoma Full Self-Driving (FSD). Essa atualização causou bastante polêmica e levantou questionamentos sobre a segurança do uso dessa tecnologia.
O “Mad Max” é um modo de direção autônoma que foi criado pela Tesla em 2016, como uma homenagem ao filme pós-apocalíptico de mesmo nome. Ele permite que os carros da marca ultrapassem o limite de velocidade em até 145 km/h, ignorando os limites estabelecidos pelas leis de trânsito. Porém, em janeiro deste ano, a empresa havia retirado essa opção de seus veículos, afirmando que era uma medida de segurança.
Agora, seis meses depois, o CEO da Tesla, Elon Musk, anunciou em suas redes sociais que o modo “Mad Max” estava de volta e já estava sendo disponibilizado para os usuários da versão beta do FSD. Essa notícia dividiu opiniões e trouxe à tona discussões sobre a segurança do sistema autônomo de direção da Tesla.
De um lado, temos aqueles que acreditam que a liberação do modo “Mad Max” pode colocar em risco a vida dos motoristas, passageiros e pedestres, já que o carro estará circulando em velocidades muito acima do permitido. Além disso, muitos afirmam que os sistemas de condução autônoma ainda não estão totalmente preparados para lidar com situações extremas de direção, principalmente em relação ao senso de responsabilidade de um ser humano.
Por outro lado, existe o argumento de que, desde que a Tesla lançou seu sistema de direção autônoma, a empresa tem sido transparente em relação aos riscos e limitações dessa tecnologia. Além disso, acredita-se que o modo “Mad Max” possa ser útil em algumas situações, como em rodovias sem limite de velocidade, onde o carro poderá acompanhar o fluxo dos demais veículos.
Apesar das opiniões divergentes, é fato que a Tesla tem investido fortemente no desenvolvimento de tecnologias de condução autônoma e vem obtendo resultados positivos. Segundo dados da própria empresa, até o início de 2021, já haviam sido registrados mais de 1 bilhão de milhas rodadas utilizando o FSD, com uma média de apenas um acidente a cada 4,19 milhões de milhas percorridas.
Além disso, outro ponto importante a ser destacado é que o sistema de direção autônoma da Tesla é constantemente atualizado e aprimorado. A empresa utiliza o aprendizado de máquina para coletar e analisar dados de milhões de quilômetros percorridos por seus veículos, o que resulta em atualizações e melhorias contínuas no sistema.
A polêmica em torno do modo “Mad Max” também reacende discussões sobre a legislação em relação aos carros autônomos. Atualmente, ainda não existe uma regulamentação específica para essa nova tecnologia, o que pode gerar conflitos entre as leis de trânsito e o funcionamento dos veículos autônomos.
O fato é que, seja qual for a posição em relação ao relançamento do modo “Mad Max” pela Tesla, essa decisão mais uma vez coloca a empresa como pioneira em tecnologia e inovação no mercado automobilístico. Ao oferecer opções de direção autônoma em seus veículos, a Tesla está mudando a forma como as pessoas enxergam a experiência de dirigir, ao mesmo tempo em que incentiva o desenvolvimento de tecnologias que possam tornar o trânsito mais seguro e eficiente.
No final das contas, cabe a cada motorista







