A União Europeia tem sido um importante parceiro para a Moldávia, oferecendo apoio econômico e político para o desenvolvimento do país. No entanto, nos últimos anos, a integração europeia tem enfrentado desafios na Moldávia, com uma parte significativa da população mostrando resistência à ideia. Diante desse cenário, a analista do International Crisis Group, uma organização não governamental que trabalha para prevenir conflitos em todo o mundo, defende que a UE não pode se concentrar apenas nas elites pró-europeias da Moldávia para obter um maior apoio da população à integração nos 27.
No rescaldo das recentes eleições parlamentares na Moldávia, com a vitória do partido pró-europeu da presidente Maia Sandu, a especialista portuguesa desta ONG internacional, publicou um artigo onde alerta para a necessidade de continuar a conquistar indecisos e até pró-russos da sociedade moldava. Segundo a analista, a vitória de Sandu é um sinal positivo para a integração europeia da Moldávia, mas não deve ser vista como uma garantia de sucesso. É preciso continuar a trabalhar para conquistar o apoio de toda a população, incluindo aqueles que ainda têm dúvidas ou são contrários à ideia.
A Moldávia é um país dividido entre a orientação pró-europeia e pró-russa. Enquanto uma parte da população vê a UE como uma oportunidade de desenvolvimento e modernização, outra parte teme perder suas relações históricas e culturais com a Rússia. Além disso, a corrupção e a instabilidade política também têm sido fatores que afetam a confiança da população na integração europeia.
Nesse sentido, a analista do International Crisis Group destaca a importância de uma abordagem mais ampla e inclusiva por parte da UE. Não se pode apenas contar com o apoio das elites pró-europeias, é preciso conquistar a confiança e o apoio da população em geral. Isso significa dialogar com aqueles que ainda têm dúvidas ou são contrários à integração europeia, buscando entender suas preocupações e oferecendo soluções concretas para suas demandas.
Além disso, a especialista também ressalta a importância de se trabalhar para combater a corrupção e a instabilidade política na Moldávia. A UE deve continuar a oferecer apoio e incentivos para que o país avance em reformas que melhorem a governança e a transparência. Isso não apenas fortalecerá a confiança da população na integração europeia, mas também contribuirá para o desenvolvimento e a estabilidade do país.
Outro ponto destacado pela analista é a importância de se investir em iniciativas que promovam a cooperação e o diálogo entre a Moldávia e a Rússia. A UE não deve ser vista como uma ameaça às relações históricas e culturais entre os dois países, mas sim como um parceiro que pode contribuir para o desenvolvimento e a estabilidade da região. Através de projetos conjuntos e diálogos construtivos, é possível construir uma relação mais positiva e benéfica entre a Moldávia e a Rússia.
É importante lembrar que a integração europeia não é um processo fácil e rápido. Requer tempo, esforço e diálogo constante para conquistar o apoio e a confiança da população. A vitória de Maia Sandu nas eleições parlamentares é um passo importante, mas ainda há muito trabalho a ser feito. A UE deve continuar a apoiar a Moldávia em seu caminho rumo à integração europeia, mas também deve estar aberta ao diálogo e à cooperação com aqueles que ainda têm dúvid







