No primeiro trimestre de 2021, os golpes envolvendo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, se tornaram mais frequentes e sofisticados. Com o aumento do uso dessa ferramenta, os criminosos encontraram novas formas de aplicar golpes e enganar os usuários, resultando em prejuízos financeiros ainda maiores. Por isso, é importante estar atento e conhecer os golpes mais comuns para se proteger.
O Pix foi lançado em novembro de 2020 e, desde então, vem sendo amplamente utilizado pelos brasileiros. Com ele, é possível realizar transferências e pagamentos de forma rápida, segura e sem custo. Porém, os golpistas se aproveitam dessa facilidade para aplicar golpes e enganar as pessoas.
O aumento dos golpes no Pix pode ser atribuído a dois fatores principais: a popularidade do sistema e a falta de conhecimento dos usuários sobre como se proteger. Segundo dados do Banco Central, até março de 2021, mais de 236 milhões de chaves Pix foram cadastradas, o que representa uma grande base de possíveis vítimas para os criminosos.
Um dos golpes mais comuns envolvendo o Pix é o conhecido “golpe do motoboy”. Nele, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por funcionário de uma instituição financeira ou empresa e solicita a transferência do dinheiro para uma conta específica, alegando problemas no sistema ou alguma outra justificativa. Em seguida, um motoboy é enviado para recolher o cartão da vítima, que é utilizado para realizar saques e compras.
Outro golpe que tem se tornado cada vez mais frequente é o “golpe da clonagem do aplicativo”. Nesse caso, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por funcionário de uma instituição financeira ou empresa e solicita que ela confirme alguns dados para resolver um suposto problema na conta. Com essas informações, o golpista consegue acessar o aplicativo do Pix da vítima e realizar transações sem o seu conhecimento.
Além desses, há também o “golpe do falso sorteio”, em que o golpista entra em contato com a vítima informando que ela foi premiada em um sorteio e, para receber o prêmio, precisa realizar uma transferência via Pix para “liberar” o valor. E há ainda o “golpe do falso depósito”, em que o criminoso solicita que a vítima faça uma transferência via Pix para receber um suposto depósito em sua conta, mas na verdade o dinheiro nunca é depositado.
Esses são apenas alguns exemplos de golpes envolvendo o Pix, mas existem diversas outras formas de enganar os usuários e conseguir acesso ao seu dinheiro. Por isso, é fundamental ficar atento e tomar algumas medidas de segurança para se proteger.
A primeira delas é sempre desconfiar de contatos desconhecidos que solicitam transferências ou dados pessoais. Em caso de dúvida, entre em contato diretamente com a instituição financeira ou empresa em questão para confirmar a veracidade da informação.
Também é importante nunca realizar transferências ou fornecer dados pessoais por telefone, e-mail ou mensagem. Os bancos e demais instituições financeiras não solicitam esse tipo de informação por esses meios.
Outra dica importante é sempre verificar os dados da conta de destino antes de realizar uma transferência via Pix. Além disso, é recomendado utilizar recursos de segurança oferecidos pelas instituições financeiras, como o token físico ou o duplo fator de autenticação.
O Banco Central também disponibiliza a Central de Denúncias de Fraudes, onde é possível registrar ocorrências de golpes envolvendo o Pix e outras transações bancárias. É importante denunciar para ajudar a combater essas pr







