No dia 23 de agosto, o caso de um aluno da escola de Fonte Coberta, em Cinfães, Viseu, chocou a todos. O jovem, de apenas 15 anos, perdeu as pontas dos dois dedos ao sofrer um acidente durante uma aula de Educação Física. O incidente levantou diversas questões sobre a segurança nas escolas e também trouxe à tona a discussão sobre o racismo e a discriminação presentes na sociedade portuguesa.
Diante dessa situação, três importantes organizações se pronunciaram: SOS Racismo, a Plataforma Já Marchavas e a Queer Tropical. As três entidades expressaram sua solidariedade ao jovem e sua família, além de repudiarem qualquer tipo de violência e discriminação.
O SOS Racismo, uma organização não governamental que luta contra o racismo e a discriminação racial em Portugal, divulgou uma nota em suas redes sociais afirmando que o caso é um reflexo da violência estrutural que afeta a comunidade negra no país. A organização destacou que o preconceito é uma realidade presente nas escolas e que é necessário uma mudança urgente na forma como a sociedade lida com essa questão.
A Plataforma Já Marchavas, um coletivo de ativistas que luta pelos direitos humanos e contra todas as formas de discriminação, também se manifestou sobre o caso. Em sua nota, a plataforma destacou a importância de combater todas as formas de discriminação, seja ela racial, de gênero, de orientação sexual ou de qualquer outra natureza. Além disso, a organização cobrou medidas efetivas das autoridades para garantir a segurança e o respeito nas escolas.
Já a Queer Tropical, um coletivo de ativistas que defende os direitos da comunidade LGBTQIA+ no país, trouxe à tona a questão da invisibilidade e da vulnerabilidade dos jovens LGBTQIA+ nas escolas. Em sua nota, a organização destacou que é preciso criar um ambiente seguro e acolhedor para todos os estudantes, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Diante dessas manifestações, é importante refletir sobre a importância de uma educação inclusiva e respeitosa. É papel da escola e da sociedade como um todo garantir um ambiente seguro e livre de preconceitos para os jovens. A escola deve ser um espaço de aprendizagem e acolhimento, onde todos possam se sentir representados e respeitados.
É inadmissível que casos de discriminação e violência ainda aconteçam nas escolas. É necessário que as autoridades sejam mais enérgicas na prevenção e combate a esses comportamentos, além de investirem em políticas públicas que promovam a igualdade e o respeito à diversidade.
A comunidade escolar também tem um papel importante nesse processo. É preciso uma mudança de mentalidade, onde o respeito e a valorização da diversidade sejam ensinados e praticados desde cedo. A escola deve ser um espaço onde as diferenças sejam celebradas e não motivo de discriminação ou exclusão.
Esperamos que o caso do jovem de Cinfães seja um alerta para que medidas efetivas sejam tomadas para garantir a segurança e o respeito nas escolas. É preciso uma mudança de postura e de políticas para que a violência e a discriminação sejam erradicadas de uma vez por todas. Nenhuma criança ou adolescente deve sofrer qualquer tipo de violência ou discriminação em seu ambiente escolar.
Por fim, deixamos aqui nossa solidariedade ao jovem e sua família, e reforçamos nosso compromisso em lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. Que esse caso sirva como um ponto de







