No início deste mês, o ex-candidato presidencial, Henrique Gouveia e Melo, publicou um artigo de opinião no jornal “Público” em que defende que a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, deveria pedir a sua exoneração após a resposta do Estado às recentes tempestades que assolaram o nosso país.
De acordo com Gouveia e Melo, a atuação da ministra durante as tempestades Leslie e Ana foi marcada por falhas repetidas de liderança, planeamento e coordenação governativa. Para o antigo candidato presidencial, estas falhas são indicadoras de que a ministra não tem capacidade para exercer as suas funções, especialmente em situações de crise.
Não podemos negar que as tempestades Leslie e Ana foram eventos extremos e imprevisíveis, mas cabe ao governo ter mecanismos de resposta eficientes para lidar com estas situações. No entanto, o que se viu foi uma resposta desorganizada e tardia por parte do Estado, que acabou por deixar muitas comunidades desamparadas e em situações de risco.
Gouveia e Melo destaca ainda que esta não é a primeira vez que a ministra demonstra falhas de liderança e gestão. Em 2017, o incêndio de Pedrógão Grande também revelou a falta de preparação e coordenação do governo, resultando em dezenas de vítimas mortais. Além disso, o antigo candidato presidencial aponta para a falta de medidas preventivas e de apoio às populações afetadas por estes desastres naturais.
É compreensível que, em situações de crise, nem sempre é possível ter um plano perfeito e uma resposta imediata. No entanto, o que se espera de um governo é que exista uma liderança forte e eficaz, que consiga gerir e coordenar as diferentes entidades envolvidas no processo de resposta. E infelizmente, isso não tem acontecido nas últimas situações de emergência que temos enfrentado.
É necessário que haja uma mudança de postura e de mentalidade por parte do governo. É preciso que sejam tomadas medidas concretas para melhorar a capacidade de resposta e prevenção em situações de crise. É urgente que exista uma coordenação efetiva entre as diferentes entidades responsáveis pela segurança e bem-estar da população.
Neste sentido, concordo com Gouveia e Melo quando defende que a ministra da Administração Interna deve pedir a sua exoneração. Não se trata apenas de um gesto simbólico, mas sim de uma ação que demonstrará que o governo está ciente das suas falhas e está disposto a mudar para melhorar a vida dos cidadãos.
É importante ressaltar que a exoneração da ministra não significa que ela seja a única responsável pelos fracassos do governo. É preciso uma reflexão e uma mudança de postura coletiva, pois só assim poderemos garantir uma resposta mais eficaz em futuras situações de crise.
O povo português merece um governo que atue com eficiência e responsabilidade em todas as situações, principalmente em momentos de dificuldade. Temos que aprender com os erros do passado e trabalhar em conjunto para garantir a segurança e o bem-estar de todos.
Portanto, esperamos que o governo tome medidas concretas para melhorar a sua capacidade de resposta em futuras situações de crise. E, acima de tudo, que exista uma liderança forte e eficaz que consiga coordenar e gerir os diferentes recursos disponíveis para ajudar aqueles que mais precisam.
O povo português não pode mais suportar falhas repetidas de liderança e gestão do governo. É hora de mudar e mostrar que estamos prontos







