A participação do Brasil nos Jogos de Inverno de Milão e Cortina, na Itália, chegou ao fim nesta segunda-feira (16) com as disputas do esqui alpino masculino. Apesar de não terem conquistado medalhas, os atletas brasileiros fizeram história e mostraram que o país pode sim se destacar no cenário do esporte de inverno.
Ouro na prova de slalom gigante, Lucas Pinheiro Braathen era um dos favoritos para subir ao pódio novamente. No entanto, uma queda na primeira descida o deixou fora da disputa. Mesmo assim, o esquiador nascido em Oslo, Noruega, mas que representa o Brasil desde 2025, mostrou sua determinação e orgulho em representar o país.
Em entrevista ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), Lucas afirmou que sua intenção não era apenas participar, mas sim fazer a diferença e mostrar a diversidade e cultura do Brasil no esporte. E é exatamente isso que ele tem feito, inspirando outros atletas brasileiros a seguirem seus passos.
Outro representante brasileiro na prova de slalom foi Christian Soevik, filho de mãe brasileira e pai norueguês. Apesar de ter sido eliminado após uma queda, Christian também mostrou sua garra e orgulho em representar o país. Sua estreia olímpica foi um momento histórico para o Brasil, que agora tem dois atletas de origem brasileira competindo em uma modalidade tão desafiadora como o esqui alpino.
O único atleta brasileiro a completar a prova de slalom foi Giovanni Ongaro, filho de mãe brasileira e pai italiano. Ele alcançou a 27ª colocação, a melhor de um brasileiro nesta disciplina. O resultado supera o 39º lugar conquistado pela fluminense Maya Harrison na Olimpíada de Sochi, em 2014. Giovanni comemorou seu desempenho e afirmou que sua intenção é continuar evoluindo e representando o Brasil com orgulho.
Além do esqui alpino masculino, o Brasil também estreou no bobsled nesta segunda-feira. A dupla formada pelo baiano Edson Bindilatti e pelo paulista Luís Bacca competiu na prova de 2-men, em que os atletas descem uma pista de gelo a bordo de um trenó. Apesar de não terem obtido um bom resultado, os brasileiros mostraram determinação e prometem se esforçar ainda mais para a próxima prova, a de 4-men, que acontecerá nos próximos dias.
O bobsled é uma modalidade extremamente desafiadora e a participação do Brasil já é um feito histórico. Edson e Luís estão entre os 24 melhores do mundo e têm a oportunidade de continuar evoluindo e representando o país em futuras competições.
A participação do Brasil nos Jogos de Inverno de Milão e Cortina é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Mesmo em um país tropical, nossos atletas mostraram que é possível se destacar em esportes de inverno e representar o Brasil com garra e determinação.
É importante ressaltar que a participação do Brasil nos Jogos de Inverno não se resume apenas às conquistas de medalhas. É um momento de celebração da diversidade e da cultura brasileira, representada por nossos atletas em um evento esportivo de grande relevância mundial.
A cada edição dos Jogos de Inverno, o Brasil tem aumentado sua delegação e conquistado resultados cada vez melhores. Isso mostra que o país está no caminho certo e que nossos atletas têm potencial para se tornarem referência no esporte de inverno.
A estreia da jovem carioca Alice Padilha no slalom feminino é mais um exemplo de como o Brasil está investindo no







