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Adolescente morto no CSE de Roraima em conflito entre facções

Adolescente é assassinado dentro do Centro Socioeducativo de Roraima por integrantes de facção criminosa. Segundo autoridades, crime teve requintes de crueldade...

Adolescente morto no CSE de Roraima em conflito entre facções
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Adolescente morto no CSE de Roraima em ação de facção criminosa

Um adolescente de 16 anos, identificado como Paulo Henrique Medeiros Soares, foi vítima de homicídio dentro do Centro Socioeducativo (CSE) Homero de Souza Cruz Filho, localizado em Boa Vista, capital de Roraima. O crime ocorreu no início da noite de sábado, dia 21, e resultou em morte de grande violência dentro de um dos dormitórios da unidade. Conforme informações divulgadas por autoridades policiais, o adolescente morto no CSE de Roraima foi vítima de conflito entre grupos criminosos rivais que atuam no interior da instituição.

Circunstâncias do crime e detalhes do homicídio

De acordo com declarações do coronel Elias Santana, chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), o homicídio foi executado por integrantes de uma organização criminosa que opera dentro da unidade socioeducativa. O responsável por comunicar os detalhes do crime ressaltou que não houve confronto físico nem envolvimento de policiais no momento da ação.

O coronel Santana descreveu o crime com extrema gravidade, explicando que os agressores realizaram um ritual de violência extrema contra a vítima. "Os adolescentes cantaram, bateram palmas e durante essa espécie de rito assassinaram o adolescente com requintes de crueldade. Arrancaram a cabeça, braço e vísceras", afirmou o chefe da polícia.

Motivação do crime e conflito entre facções

Investigações preliminares indicam que o crime teve origem em conflito territorial entre grupos criminosos que disputam influência dentro da unidade de internação. Servidores da instituição relataram descobrir que Paulo Soares pertencia ao Comando Vermelho (CV), grupo rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização que controlava a área onde a vítima estava alojada.

A identificação do vínculo criminoso da vítima ocorreu através de uma tatuagem que a associava ao grupo rival. Segundo testemunho de uma servidora que preferiu não se identificar, o adolescente teria inicialmente afirmado ser membro do PCC ao chegar à unidade, mas sua verdadeira filiação foi descoberta posteriormente. "Ao entrar na unidade ele disse ser integrante do PCC, mas lá dentro ele foi identificado como membro do grupo rival por causa de uma tatuagem. Ao que tudo indica ele foi morto por isso", declarou a funcionária.

Histórico de detenção da vítima

Paulo Henrique Medeiros Soares estava internado há poucos dias no Centro Socioeducativo quando foi morto. O jovem havia sido apreendido na quinta-feira, 19 de julho, acusado de roubo de aparelho celular na região do bairro São Vicente. Seu curto período de internação precedeu o crime trágico que vitimou o adolescente.

Descoberta do corpo e ações policiais

Servidores da unidade identificaram o corpo de Paulo Soares por volta das 18h45, durante procedimento de troca das equipes de plantão. O adolescente foi localizado em um dos dormitórios do bloco C, área compartilhada com outros internos ligados à facção Primeiro Comando da Capital. O Instituto Médico Legal recolheu o cadáver para procedimentos de necropsia.

Cerca de 15 adolescentes que estavam no mesmo dormitório foram encaminhados à Central de Flagrantes para prestação de depoimentos e investigação do caso. As autoridades buscavam coletar informações sobre as circunstâncias do crime e eventual identificação dos responsáveis pela ação.

Contexto de segurança no Centro Socioeducativo

Este homicídio representa o segundo óbito documentado no Centro Socioeducativo de Roraima durante o ano em questão. O primeiro episódio fatal ocorreu em maio, evidenciando padrão preocupante de violência na instituição. Apesar de medidas de segregação implementadas desde o ano anterior, que mantêm integrantes de facções rivais em áreas distintas, o clima permanece tenso.

A unidade socioeducativa passa por reforma emergencial decorrente de série de rebeliões registradas nas semanas anteriores ao crime. Na primeira semana de julho, aproximadamente 20 internos foram transferidos para dentro de dois furgões do sistema penitenciário como medida temporária de segurança, conforme justificativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc). A decisão foi baseada no argumento de que dormitórios danificados durante revoltas anteriores apresentavam condições inadequadas de habitabilidade.

Desafios da segurança em instituições socioeducativas

O homicídio brutal ocorrido no CSE evidencia desafios estruturais enfrentados por instituições de internação de menores no Brasil. Presença de facções criminosas rivais, mesmo com tentativas de segregação, continua gerando conflitos e eventos violentos dentro das unidades. A questão da segurança dos internos permanece como prioridade urgente para autoridades responsáveis pelas instituições socioeducativas.

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