Popular Hoje terça-feira, 22 setembro 2026
Tecnologia

Alibaba processa EUA por inclusão em lista de empresas militares

Alibaba processou o governo americano após ser incluída em lista de empresas chinesas ligadas às Forças Armadas. Saiba mais sobre o caso.

Alibaba processa EUA por inclusão em lista de empresas militares
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Alibaba processa EUA por acusação infundada

O Alibaba processa EUA em tribunal federal de San Jose, Califórnia, contra a decisão do Departamento de Defesa americano que o incluiu em uma lista de empresas chinesas supostamente ligadas às Forças Armadas. A ação judicial, protocolada na terça-feira (23), representa uma resposta contundente da gigante tecnológica às alegações que, segundo a empresa, carecem completamente de fundamento legal e factual.

A inclusão do Alibaba processa EUA em contexto ocorreu após o Pentágono expandir sua lista de "empresas militares chinesas" para 188 entidades no dia 8 de junho. Esta decisão reflete a crescente preocupação das autoridades americanas quanto à possibilidade de as Forças Armadas chinesas utilizarem empresas privadas para potencializar suas capacidades de defesa e tecnologia.

Argumentos do Pentágono e resposta do Alibaba

Conforme alegações do Pentágono, o Alibaba funcionaria como um "contribuinte de fusão militar-civil para a base industrial de defesa chinesa". O departamento fundamenta sua posição apontando uma conexão com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China e uma relação indireta com a Sasac, agência responsável pela supervisão de empresas estatais chinesas.

Em sua defesa, o Alibaba enfatizou que "as determinações não têm fundamento em fatos ou na lei". A empresa ressaltou que "o Alibaba é governado por um conselho independente, nenhum dos quais possui qualquer vínculo militar". Complementou ainda que seus produtos e serviços concentram-se exclusivamente em "varejo, logística e tecnologia da informação empresarial — não para armas, defesa ou inteligência".

Impactos da inclusão na lista do Pentágono

A recente legislação americana proíbe o Pentágono de realizar contratações com empresas constantes dessa lista a partir do presente mês. Conforme estabelecido, a partir de 2027, as restrições se expandirão para incluir a aquisição de produtos e serviços dessas companhias por intermédio de terceiros. Importante notar que a inclusão, embora significativa, não constitui sanções formais até o momento.

O Alibaba classificou sua inclusão como arbitrária, alegando que a medida já provocou danos irreparáveis. A empresa declarou que "para muitas empresas norte-americanas, o Alibaba é a principal porta de entrada para o mercado chinês". Prosseguiu argumentando que "rotular o Alibaba como uma 'empresa militar chinesa' é rotulá-la como um instrumento das forças armadas chinesas e uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Essa designação prejudica diretamente a reputação da Alibaba e lança uma sombra sobre todos os relacionamentos que a empresa mantém com os EUA".

Outras empresas chinesas na lista de defesa americana

O Alibaba não é a única empresa chinesa afetada pelas novas classificações do Pentágono. Na mesma rodada de expansão, a plataforma de buscas Baidu, as montadoras de veículos BYD e Nio, e a companhia de biotecnologia WuXi AppTec também foram adicionadas à lista. A WuXi AppTec já havia apresentado uma ação judicial semelhante contra o governo americano em 11 de junho, demonstrando um padrão de resistência legal contra essas designações.

Posição do Pentágono e perspectivas futuras

Um porta-voz do Pentágono se recusou a comentar especificamente o caso do Alibaba, afirmando que a agência não se pronuncia sobre processos em andamento. Esta postura mantém a tensão latente entre as autoridades americanas e as empresas chinesas contestando as decisões.

O resultado desta ação judicial poderá estabelecer precedentes importantes para outras empresas chinesas confrontadas com classificações similares. O caso representa um ponto crítico na crescente competição tecnológica e comercial entre Estados Unidos e China, refletindo preocupações de segurança nacional de ambas as potências.

Para o Alibaba, a retirada da lista é fundamental não apenas para restaurar sua reputação, mas também para preservar suas operações e relacionamentos comerciais internacionais, especialmente com parceiros norte-americanos que constituem uma base significativa de seus negócios globais.

Mais de Tecnologia

Colúmbia Britânica processa OpenAI por falha em notificação Ilha Nórdica Abriga Teste de Defesa Contra Ataques Hackers Fotos de Virginia e Vini Jr. com gravidez são falsas EUA e China propõem medidas de segurança para IA como no setor nuclear

Divisas

GBP/USD1.3363
USD/CHF0.8194