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Cinoterapia com cães do Bope beneficia crianças autistas

Crianças autistas participam de sessão de cinoterapia com cães do Bope em Macapá. Conheça os benefícios dessa terapia inovadora para o desenvolvimento infantil.

Cinoterapia com cães do Bope beneficia crianças autistas
Fonte: g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2023/04/28/criancas-autistas-participam-de-sessao-de-cinoterapia-com-caes-do-bope-em-macapa.ghtml

Crianças autistas participam de atividade terapêutica com cães do Bope

A cinoterapia com cães do Bope marca presença em Macapá como ferramenta terapêutica inovadora. Na última sexta-feira, dia 28 de abril, crianças diagnosticadas com autismo participaram de uma sessão especial de cinoterapia com cães do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá. O evento transcorreu no Canil do Bope, localizado nas dependências do Comando Geral da PM, situado no bairro do Beirol, na Zona Sul de Macapá.

Esta atividade representa uma oportunidade significativa de integração entre as crianças e animais, promovendo estímulos sensoriais fundamentais para o desenvolvimento infantil. A cinoterapia tem se consolidado como prática complementar nos processos terapêuticos tradicionais, oferecendo benefícios multifacetados para o bem-estar geral das crianças.

Benefícios da cinoterapia comprovados por especialistas

Segundo Mário Coimbra, coordenador de reabilitação do Centro de Reabilitação (Creap), a cinoterapia proporciona diversos benefícios tanto para a saúde física quanto mental dos participantes. O especialista destaca que a atividade funciona através do contato direto e da troca genuína de afeto entre criança e animal.

"Os benefícios se dão através do contato e a troca de afeto; o prazer de rir, brincar com um animal, a sensação de bem-estar e conforto e, principalmente para a criança com autismo, os estímulos sensoriais físicos e emocionais que vão auxiliar na terapêutica que ele já realiza no Creap diariamente", explica Coimbra.

A interação com cães estimula respostas emocionais positivas, reduz ansiedade e contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais nas crianças autistas. Esses efeitos complementam os tratamentos convencionais e fortalecem o processo de reabilitação em andamento.

Inclusão e participação de crianças com outras condições

Além das crianças com autismo, o evento contemplou a participação de Daniela, uma menina de apenas um ano de idade portadora de Síndrome de Down. A presença de crianças com diferentes condições demonstra a versatilidade e efetividade da cinoterapia como abordagem terapêutica inclusiva.

Valquíria Câmara, fonoaudióloga e mãe de Daniela, expressou sua avaliação sobre a importância dessa vivência diferenciada. "O projeto é muito importante porque traz uma vivência diferente. Você entra em contato com animais e isso estimula muito a criança, no desenvolvimento geral dela. É um momento que essas crianças dão o melhor de si", afirmou a profissional.

Este tipo de iniciativa reconhece que crianças com diferentes diagnósticos podem se beneficiar mutuamente de experiências terapêuticas inovadoras, promovendo inclusão e oportunidades equitativas de desenvolvimento.

Histórico do projeto Melhor Amigo

A iniciativa faz parte do projeto Melhor Amigo, que teve seu lançamento em 2019, representando um compromisso com a saúde mental infantil. Contudo, a pandemia de Covid-19 forçou a interrupção das atividades no ano seguinte, afetando milhares de crianças que se beneficiavam do programa.

Com o término das medidas restritivas impostas pela pandemia, a cinoterapia retomou suas operações em 2023, sinalizando uma retomada esperançosa para as comunidades atendidas. A volta do projeto marca um novo capítulo na oferta de terapias complementares no estado.

Perspectivas futuras e compromisso com continuidade

Segundo Lino Medeiros, capitão responsável pelo canil do Bope, há planos concretos para ampliar a frequência das sessões de cinoterapia durante este ano. No entanto, a definição final da periodicidade dependerá de avaliações técnicas realizadas pela equipe de profissionais de saúde envolvidos no projeto.

"A ideia é permanecer numa constante esse trabalho", declarou o capitão Medeiros, reforçando o compromisso institucional com a sustentabilidade do programa. Essa afirmação evidencia a determinação em manter a cinoterapia como serviço permanente, beneficiando continuamente as crianças de Macapá.

Colaboração entre instituições para resultados efetivos

As atividades realizadas naquela sexta-feira resultaram de uma parceria sólida entre o Centro de Reabilitação (Creap) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Essa colaboração institucional demonstra como diferentes órgãos públicos podem trabalhar conjuntamente para oferecer serviços de qualidade à população infantil.

A sinergia entre o setor de segurança e a área de saúde cria oportunidades únicas de integração, transformando espaços como o Canil do Bope em ambientes terapêuticos acessíveis. Essa abordagem multidisciplinar potencializa os resultados obtidos e fortalece o impacto social das ações governamentais em Macapá.

A continuidade dessa parceria promete expandir os horizontes da cinoterapia no Amapá, abrindo caminhos para novas iniciativas terapêuticas que priorizem o bem-estar integral de crianças diagnosticadas com autismo e outras condições de desenvolvimento.

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