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Dezessete animais resgatados em maus-tratos em Fortaleza

Dezessete cães e gatos foram resgatados em situação de desnutrição extrema em Fortaleza. Conheça o caso de maus-tratos animal investigado pela polícia.

Dezessete animais resgatados em maus-tratos em Fortaleza
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Resgate de dezessete animais em situação crítica

Um total de dezessete animais domésticos – treze cães e quatro gatos – foram resgatados em maus-tratos e desnutrição extrema em uma residência localizada no bairro Papicu, em Fortaleza, durante a madrugada do domingo, 22 de janeiro. A ação de resgate foi coordenada pelo Batalhão de Policiamento Ambiental após denúncia de moradores da região que registraram evidências fotográficas das condições deprimentes em que os pets se encontravam.

O proprietário do imóvel não estava presente quando os agentes ambientais chegaram ao local, sendo necessária a intervenção de um profissional chaveiro para viabilizar o acesso ao interior da casa. Os policiais se depararam com um cenário de calamidade absoluta, conforme relatado pela tenente Luziane Freire, subcomandante da 1ª Companhia do Batalhão de Policiamento Ambiental. O quadro encontrado incluía todos os animais em estado de debilitação severa e o imóvel em condições completamente insalubres, com acúmulo de fezes, urina e lixo disperso por todos os cômodos.

Intervenção veterinária e dificuldades na operação

Um médico veterinário foi acionado para participar da operação de resgate e fornecer atendimento imediato aos animais. Conforme relatos dos policiais, o profissional veterinário manifestou choque diante da gravidade do estado sanitário e de saúde dos cães e gatos encontrados. A captura dos animais apresentou desafios significativos, uma vez que os pets, em pânico e confusão, se escondiam debaixo de móveis, exigindo que os agentes rastreassem o imóvel rastejando pelo chão contaminado para conseguir resgatar cada um deles.

De acordo com a avaliação do veterinário responsável, os animais encontravam-se tão subnutridos que estavam à beira do desencadeamento de um processo de canibalismo entre si. A urgência da intervenção foi reafirmada pelo profissional, que alertou para o risco iminente de que os pets começassem a se agredir mutuamente como consequência extrema da fome severa em que viviam.

Acolhimento no abrigo

Após o resgate, todos os dezessete animais foram encaminhados para o Abrigo São Lázaro, uma instituição que, apesar de enfrentar lotação em suas instalações, disponibilizou uma ala específica dedicada aos cães e gatos resgatados. A diretora do abrigo reconheceu a gravidade da situação e se prontificou a oferecer acomodação apropriada aos animais maltratados. O veterinário responsável pelo atendimento e os agentes do Batalhão de Policiamento Ambiental também se voluntariaram para auxiliar especificamente na alimentação e cuidados com os resgatados, dada a complexidade e criticidade do caso.

Investigação criminal e responsabilidades legais

O ocorrido foi registrado formalmente no 9º Distrito Policial, localizado na Praia do Futuro. A Polícia Civil iniciou procedimento investigativo para determinar a responsabilidade pelas práticas de maus-tratos, que constituem infração penal conforme a legislação ambiental vigente. O responsável pelo imóvel e pelos animais foi identificado e será processado por crime ambiental relacionado ao abuso animal.

Caso condenado, o autor poderá enfrentar sanções legais que incluem pena de detenção com duração entre três meses e um ano de prisão, além da obrigação de arcar com pagamento de multa em montante a ser determinado pelo poder judiciário. As disposições legais que fundamentam essa ação criminal estabelecem que é vedado praticar qualquer ato de abuso, maus-tratos, lesão ou mutilação contra animais, independentemente de serem silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos.

Como auxiliar os animais resgatados

A população interessada em contribuir para a recuperação e manutenção dos animais resgatados, seja por meio de doações de alimentos, medicamentos ou outros suprimentos necessários, pode entrar em contato diretamente com o Batalhão de Policiamento Ambiental através dos números de telefone 190 ou 3101.3545. Os agentes responsáveis pela operação continuam monitorando os casos e orientando sobre as formas mais eficazes de colaborar com o tratamento e reabilitação dos pets que sofreram maus-tratos.

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