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Irmã de Lindsey Graham toma posse no Senado dos EUA

Darline Graham Nordone assume cadeira de Lindsey Graham no Senado após morte do senador. Primeira mulher a representar Carolina do Sul na câmara alta.

Irmã de Lindsey Graham toma posse no Senado dos EUA
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/13/morre-lindsey-graham-senador-estados-unidos.ghtml

Sucessão no Senado após morte do senador Lindsey Graham

Darline Graham Nordone, irmã do falecido senador Lindsey Graham, foi designada pelo governador Henry McMaster para ocupar a cadeira deixada pelo irmão no Senado dos EUA. A indicação ocorreu após a morte inesperada de Lindsey Graham, que faleceu no sábado aos 71 anos, e representa um momento histórico para a representação política da Carolina do Sul.

De acordo com a legislação da Carolina do Sul, cabe ao governador estadual escolher o sucessor em caso de morte de um senador federal. O governador McMaster, membro do Partido Republicano assim como Graham, anunciou a decisão em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira na sede do governo estadual. A transição segue os protocolos constitucionais que garantem a continuidade da representação do estado na câmara alta do Congresso.

Primeira mulher a representar o estado na câmara alta

Darline Graham Nordone marcará história como a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA. Ela tomou posse na quarta-feira e permanecerá no cargo até 3 de janeiro, quando se encerraria o mandato original de seu irmão. Durante este período, ela terá a responsabilidade de zelar pelos interesses do estado nas votações e discussões legislativas da câmara alta.

A escolha de Nordone reflete sua proximidade com Lindsey Graham. Os dois eram as pessoas vivas mais próximas um do outro, tendo enfrentado juntos a perda dos pais durante a infância. Graham foi responsável por ajudar na criação da irmã durante aquele período delicado, consolidando uma relação de familiaridade que now a coloca em posição de destaque na política nacional.

Circunstâncias da morte de Lindsey Graham

O senador Lindsey Graham faleceu após sofrer uma "doença repentina e breve" no sábado, conforme comunicado oficial de seu gabinete. Segundo informações da rede de televisão americana NBC, o serviço de emergência respondeu a um chamado de parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C. Contudo, as autoridades competentes ainda não confirmaram oficialmente a causa do falecimento.

O falecimento ocorreu dias após Graham ter participado de uma delegação oficial em Kiev, capital da Ucrânia, onde havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. O senador estava escalado para participar do programa de entrevistas "Meet the Press" da NBC na manhã seguinte ao seu falecimento.

Trajetória e carreira política do senador

Lindsey Graham construiu uma carreira política que se estendeu por mais de três décadas nos Estados Unidos. Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, ele cresceu ajudando seus pais, que eram proprietários de um bar localizado ao lado de sua residência. Após se formar em Direito, ingressou na vida pública como advogado, atuando tanto na Justiça Militar quanto na Justiça comum.

Sua trajetória eleitoral iniciou-se em 1992, quando foi eleito deputado estadual. A projeção nacional de Lindsey Graham começou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes responsável por aprovar o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton. Em 2002, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, onde representou a Carolina do Sul durante mais de duas décadas.

Relação com Donald Trump e política externa

A relação entre Lindsey Graham e Donald Trump iniciou-se de forma conturbada. O senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e utilizou linguagem depreciativa ao se referir a Trump após comentários que este fez sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado.

Contudo, após a vitória de Trump na eleição presidencial de 2016, Lindsey Graham modificou significativamente sua posição. O senador tornou-se um dos principais aliados do presidente, passando a conversar frequentemente com ele e se tornando presença constante em partidas de golfe. Graham explicou sua mudança de postura em entrevista à Associated Press em 2018, afirmando que McCain lhe havia ensinado que o país precisa seguir em frente após as eleições.

Durante sua carreira no Senado, Lindsey Graham defendeu uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional. Ele integrou diversas comissões importantes, incluindo a Comissão de Orçamento, Comissão de Apropriações, Comissão Judiciária e Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado.

Repercussão internacional da morte

A morte de Lindsey Graham gerou reações de figuras políticas internacionais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com o falecimento e o descreveu como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro."

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também lamentou a morte de Graham, descrevendo-o como "um grande amigo de Israel" e um "querido amigo meu". Netanyahu destacou que Graham compreendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos era inseparável, e dedicou sua vida à defesa dos EUA e ao fortalecimento da aliança bilateral.

O presidente Donald Trump expressou seu pesar através da rede social Truth Social, classificando Graham como "uma das melhores pessoas" e afirmando que "ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!! Muito triste!".

Legado político e controversias

A carreira de Lindsey Graham foi marcada por mudanças significativas em suas posições políticas. Se antes era visto como mais moderado em questões de imigração, posteriormente adotou posições mais duras, alinhadas às de Donald Trump. Em algumas ocasiões, enfrentou resistência dentro de seu próprio partido, particularmente quando votou a favor de uma juíza indicada pelo presidente Barack Obama para a Suprema Corte.

Em 2016, Lindsey Graham tentou disputar a indicação do Partido Republicano à Presidência, mas foi derrotado nas prévias vencidas por Donald Trump. Após a derrota de Trump para Joe Biden em 2020, participou das tentativas de contestar o resultado da eleição presidencial, inclusive ao telefonar para o responsável pela certificação dos votos na Geórgia.

O senador também ganhou repercussão no Brasil ao afirmar, sem apresentar provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos utilizando roupas de grife e bolsas da marca Gucci, declaração que gerou críticas e reações públicas no país.

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