Popular Hoje terça-feira, 11 agosto 2026
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Lindbergh é acusado de fabricar denúncia falsa

Deputado petista Lindbergh Farias é acusado de forjar acusação de estupro contra Alfredo Gaspar. Confira os detalhes da investigação na Polícia Legislativa Fede...

Lindbergh é acusado de fabricar denúncia falsa
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Acusação de esquema para fabricar denúncia falsa

O deputado Lindbergh forjar denúncia é o centro de uma investigação que ganhou repercussão política nas últimas semanas. Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na coligação de Flávio Bolsonaro (PL), registrou boletim de ocorrência na Polícia Legislativa Federal após receber informações de que o também deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) teria montado um esquema para criar uma acusação infundada de estupro contra ele.

O boletim foi registrado no dia 14 de abril, movimentando as estruturas de investigação do Congresso Nacional. A Polícia Legislativa ouviu testemunhas e coletou depoimentos que subsidiaram um procedimento encaminhado posteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise e definição de responsabilidades.

Depoimento do comerciante revela suposto esquema

Segundo informações obtidas pela TV Globo, um comerciante chamado Luiz Antônio Lopes prestou depoimento à Polícia Legislativa no dia 23 de abril, detalhando como teria ficado ciente sobre o alegado plano para forjar acusação contra Gaspar.

Em seu relato, Lopes descreveu que, durante suas atividades em um quiosque localizado em um shopping no Rio de Janeiro, observou movimentação de pessoas ligadas ao gabinete de Lindbergh Farias. Ele teria aprendido, através de terceiros, que se tratava da organização de uma entrevista fraudulenta destinada a acusar Gaspar de crime sexual.

Supostos pagamentos para manutenção da fraude

Conforme o depoimento registrado, uma mulher jovem que teria conquistado a confiança de Luiz Antônio Lopes revelou receber valores que oscilavam entre dois mil e dez mil reais mensalmente para manter o esquema de falsidade. O comerciante mencionou ainda o nome de um suposto assessor do deputado Lindbergh, identificado apenas como Lucas, como participante das ações ilícitas.

Investigações posteriores da TV Globo não encontraram registros de qualquer funcionário com esse nome no gabinete do deputado petista, levantando questões sobre a veracidade de algumas alegações do comerciante.

Perfil do denunciante e cronologia dos eventos

Um detalhe relevante na análise dessa situação refere-se à filiação política de Luiz Antônio Lopes. De acordo com certidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sua vinculação ao partido Liberal ocorreu no dia 30 de abril, apenas sete dias após prestar seu depoimento à Polícia Legislativa Federal. Essa coincidência temporal gerou questionamentos sobre possíveis motivações político-partidárias envolvidas no caso.

Resposta de Lindbergh e ação judicial

O deputado Lindbergh nega categoricamente as acusações formuladas contra ele. Na segunda-feira, dia 10, ele ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão e a nulidade completa da investigação conduzida pela Polícia Legislativa Federal, argumentando que o procedimento careceria de fundamentação sólida.

Essa manobra judicial representa uma estratégia para paralisar temporariamente o andamento das investigações enquanto se discutem questões processuais sobre a legalidade e regularidade do inquérito instaurado.

Investigação paralela pela Polícia Federal

Simultaneamente aos desdobramentos na Polícia Legislativa, existe uma investigação paralela sendo conduzida pela Polícia Federal (PF). A corporação recebeu solicitação formal para instauração de inquérito visando investigar se Alfredo Gaspar cometeu crime de estupro de pessoa vulnerável.

Contudo, o procedimento ainda não foi formalmente aberto porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que informações adicionais e complementares fossem fornecidas antes de sua análise conclusiva. O ministro Gilmar Mendes, do STF, exerce a relatoria do caso, posição estratégica na hierarquia judiciária.

Ações judiciais de Gaspar contra difamação

Alfredo Gaspar também acionou a Justiça buscando reparação contra a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o próprio Lindbergh Farias, acusando-os de divulgarem informações falsas sobre sua pessoa. Essa reação judicial ocorreu após os dois políticos comentarem publicamente sobre as acusações de estupro que pesavam contra ele.

O episódio que gerou maior visibilidade ocorreu durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, órgão do qual Gaspar atuava como relator. Naquele momento, Lindbergh o chamou de "estuprador", ao que Gaspar retrucou denominando-o de "bandido", escalando o conflito verbal entre ambos.

Trajetória política de Alfredo Gaspar

Para compreender a relevância dessa controvérsia, é importante contextualizar quem é Alfredo Gaspar. Anunciado candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro no dia 5 de agosto, Gaspar possui histórico profissional como ex-promotor de Justiça, tendo ocupado o cargo de procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado de Alagoas.

Eleito deputado federal em 2022, conquistou projeção nacional significativa ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, posição que lhe conferiu visibilidade política e influência nas discussões sobre seguridade social.

Desdobramentos e perspectivas futuras

O caso permanece em evolução, com questões processuais ainda pendentes de resolução nas instâncias judiciárias competentes. A investigação conduzida pela Polícia Legislativa Federal segue seu curso, enquanto as ações no Supremo Tribunal Federal aguardam análise dos ministros responsáveis. A repercussão política continua significativa, considerando as implicações para ambos os deputados e para o cenário político nacional atual.

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