Popular Hoje segunda-feira, 22 junho 2026
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Portuguesa empata fora e leva decisão para o Canindé

Portuguesa consegue empate dramático contra Sampaio Corrêa na Série D. Time criou chances, sofreu gol polêmico, mas garantiu jogo de volta em casa para buscar a...

Portuguesa empata fora e leva decisão para o Canindé
Fonte: ge.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2026/06/21/opiniao-lusa-flerta-com-o-ceu-pisca-para-o-inferno-e-traz-decisao-para-junto-da-torcida.ghtml

Portuguesa busca acesso na Série D contra Sampaio Corrêa

A Portuguesa enfrentou o Sampaio Corrêa-RJ em jogo decisivo da Série D do Campeonato Brasileiro, na busca pelo acesso à divisão superior. O confronto realizado no estádio Lourival Gomes, em Saquarema, resultou em empate de 1 a 1, deixando a definição para o jogo de volta a ser disputado no Canindé, em São Paulo.

Primeiro tempo de domínio rubro-verde

A Portuguesa iniciou a partida com marcação ofensiva e conseguiu controlar o ritmo do jogo durante todo o primeiro tempo. O time comandado por Ademir Fesan chegou ao campo técnico, cognitivo e taticamente superior ao adversário, dificultando a construção de jogo do volante Pablo e impedindo que o centroavante Elias encontrasse espaços para receber a bola.

Os jogadores da Lusa atuaram com pressão constante, abriram o jogo pelos flancos com Igor Torres e Toró, e também criaram jogadas pelo meio através de Thiaguinho. Cadorini mostrou-se mais móvel e menos preso na referência de centroavante. Apesar do domínio territorial e de posse de bola, a equipe rubro-verde enfrentou dificuldades para converter o volume criado em oportunidades claras de gol.

Polêmica arbitral marca o primeiro tempo

Aos 19 minutos de jogo, o árbitro baiano Emerson Souza Silva deixou de marcar uma penalidade clara para a Portuguesa. João Diogo cobrou falta da entrada da área, o goleiro Zé Carlos espalmou a bola e João Vitor tentou aproveitar o rebote. Ao chutar, a bola foi interceptada pela mão de Guilherme, lateral esquerdo do Sampaio Corrêa-RJ, que estava com os braços abertos. A bola mudou totalmente a trajetória, baixando e quicando no campo.

A falha arbitral foi evidente, tanto para quem acompanhava a partida no estádio quanto para os telespectadores da transmissão. As reclamações dos jogadores da Lusa não tiveram qualquer efeito. Em um jogo mata-mata, jogado fora de casa, um pênalti transformado em gol poderia ter modificado completamente os rumos da classificação e consolidado a superioridade rubro-verde exibida em campo.

Gol controverso do Sampaio Corrêa na volta

Aos três minutos do segundo tempo, o Sampaio Corrêa-RJ conseguiu sair na frente no placar com um gol que gerou controvérsias. Em cobrança de escanteio pela direita, Ryan cabeceou com extrema liberdade em direção ao chão. A bola quicou no gramado e Bertinato, ao tentar espalmar, empurrou a bola para o fundo das redes.

O gol colocou no jogo um time que havia permanecido fora da partida até aquele momento. O Sampaio Corrêa-RJ mal havia ameaçado a meta rubro-verde até então. O balançar das redes fez o time da casa despertar para a necessidade de destruição e competitividade. O impacto psicológico foi enorme para os visitantes, que precisavam agora se reorganizar taticamente.

Reação e empate da Portuguesa

Após sofrer o gol, a Portuguesa precisava se lançar à frente para buscar o empate. Fesan começou a fazer alterações buscando novo gás ao time. O lateral esquerdo Lucas Hipólito, o meia Denis, e os atacantes Cauari e Thiago Rubim entraram em campo nessa espécie de oxigenação tática.

A equipe rubro-verde passou a contar praticamente com uma linha de quatro atacantes, aumentando a pressão ofensiva sobre a defesa do Sampaio Corrêa. Mesmo com dificuldades para criar chances efetivas, a insistência rendeu frutos nos momentos finais da partida.

Da intermediária, Denis encaixou um passe preciso. Cauari explorou o costado do marcador para invadir a área pela esquerda, dominou a bola e finalizou. O goleiro Zé Carlos espalmou, mas Cadorini vinha atrás, acreditou na jogada, pegou o rebote na passada e empurrou para garantir que a bola entraria. O gol colocou a arquibancada visitante em festa e trouxe novo ânimo aos atletas rubro-verdes.

Definição adiada para o Canindé

O empate conquistado pela Portuguesa corrigiu o erro do sistema defensivo anterior, igualou novamente o jogo e trouxe a definição para São Paulo. Não são mais 180 minutos de confronto, mas apenas 90 minutos. Não há mais Saquarema, onde o Sampaio somou 11 dos 12 pontos conquistados na fase de grupos. Haverá agora o Canindé, casa da Portuguesa.

A torcida rubro-verde deixou o estádio Lourivaldão com sentimentos mistos. De um lado, a percepção de que o primeiro tempo permitia uma vitória e construção de vantagem segura. De outro, o entendimento de que o empate veio como verdadeira dádiva, um gol importantíssimo e valiosíssimo que permitiu deixar de lado qualquer trauma anterior e confiar na exibição em casa.

Perspectivas para o jogo de volta

A Portuguesa terá a oportunidade de converter sua superioridade ofensiva comprovada no primeiro tempo em gols na partida decisiva. As preocupações com eficiência ofensiva, falta de opções no elenco e variação tática permanecerão presentes, mas o mata-mata oferece a chance de fazer o sonho do acesso virar realidade.

Cabe à SAF, à comissão técnica e ao elenco apresentar correções e evoluções em relação ao jogo de ida. Cabe também à torcida mostrar que entende a importância do acesso e dar ao Canindé o clima que uma decisão pede. A Portuguesa flertou com o céu, piscou para o inferno e no fim trouxe a definição para junto da torcida.

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