Portuguesa empata fora e leva decisão para o Canindé
Portuguesa consegue empate dramático contra Sampaio Corrêa na Série D. Time criou chances, sofreu gol polêmico, mas garantiu jogo de volta em casa para buscar a...

Portuguesa busca acesso na Série D contra Sampaio Corrêa
A Portuguesa enfrentou o Sampaio Corrêa-RJ em jogo decisivo da Série D do Campeonato Brasileiro, na busca pelo acesso à divisão superior. O confronto realizado no estádio Lourival Gomes, em Saquarema, resultou em empate de 1 a 1, deixando a definição para o jogo de volta a ser disputado no Canindé, em São Paulo.
Primeiro tempo de domínio rubro-verde
A Portuguesa iniciou a partida com marcação ofensiva e conseguiu controlar o ritmo do jogo durante todo o primeiro tempo. O time comandado por Ademir Fesan chegou ao campo técnico, cognitivo e taticamente superior ao adversário, dificultando a construção de jogo do volante Pablo e impedindo que o centroavante Elias encontrasse espaços para receber a bola.
Os jogadores da Lusa atuaram com pressão constante, abriram o jogo pelos flancos com Igor Torres e Toró, e também criaram jogadas pelo meio através de Thiaguinho. Cadorini mostrou-se mais móvel e menos preso na referência de centroavante. Apesar do domínio territorial e de posse de bola, a equipe rubro-verde enfrentou dificuldades para converter o volume criado em oportunidades claras de gol.
Polêmica arbitral marca o primeiro tempo
Aos 19 minutos de jogo, o árbitro baiano Emerson Souza Silva deixou de marcar uma penalidade clara para a Portuguesa. João Diogo cobrou falta da entrada da área, o goleiro Zé Carlos espalmou a bola e João Vitor tentou aproveitar o rebote. Ao chutar, a bola foi interceptada pela mão de Guilherme, lateral esquerdo do Sampaio Corrêa-RJ, que estava com os braços abertos. A bola mudou totalmente a trajetória, baixando e quicando no campo.
A falha arbitral foi evidente, tanto para quem acompanhava a partida no estádio quanto para os telespectadores da transmissão. As reclamações dos jogadores da Lusa não tiveram qualquer efeito. Em um jogo mata-mata, jogado fora de casa, um pênalti transformado em gol poderia ter modificado completamente os rumos da classificação e consolidado a superioridade rubro-verde exibida em campo.
Gol controverso do Sampaio Corrêa na volta
Aos três minutos do segundo tempo, o Sampaio Corrêa-RJ conseguiu sair na frente no placar com um gol que gerou controvérsias. Em cobrança de escanteio pela direita, Ryan cabeceou com extrema liberdade em direção ao chão. A bola quicou no gramado e Bertinato, ao tentar espalmar, empurrou a bola para o fundo das redes.
O gol colocou no jogo um time que havia permanecido fora da partida até aquele momento. O Sampaio Corrêa-RJ mal havia ameaçado a meta rubro-verde até então. O balançar das redes fez o time da casa despertar para a necessidade de destruição e competitividade. O impacto psicológico foi enorme para os visitantes, que precisavam agora se reorganizar taticamente.
Reação e empate da Portuguesa
Após sofrer o gol, a Portuguesa precisava se lançar à frente para buscar o empate. Fesan começou a fazer alterações buscando novo gás ao time. O lateral esquerdo Lucas Hipólito, o meia Denis, e os atacantes Cauari e Thiago Rubim entraram em campo nessa espécie de oxigenação tática.
A equipe rubro-verde passou a contar praticamente com uma linha de quatro atacantes, aumentando a pressão ofensiva sobre a defesa do Sampaio Corrêa. Mesmo com dificuldades para criar chances efetivas, a insistência rendeu frutos nos momentos finais da partida.
Da intermediária, Denis encaixou um passe preciso. Cauari explorou o costado do marcador para invadir a área pela esquerda, dominou a bola e finalizou. O goleiro Zé Carlos espalmou, mas Cadorini vinha atrás, acreditou na jogada, pegou o rebote na passada e empurrou para garantir que a bola entraria. O gol colocou a arquibancada visitante em festa e trouxe novo ânimo aos atletas rubro-verdes.
Definição adiada para o Canindé
O empate conquistado pela Portuguesa corrigiu o erro do sistema defensivo anterior, igualou novamente o jogo e trouxe a definição para São Paulo. Não são mais 180 minutos de confronto, mas apenas 90 minutos. Não há mais Saquarema, onde o Sampaio somou 11 dos 12 pontos conquistados na fase de grupos. Haverá agora o Canindé, casa da Portuguesa.
A torcida rubro-verde deixou o estádio Lourivaldão com sentimentos mistos. De um lado, a percepção de que o primeiro tempo permitia uma vitória e construção de vantagem segura. De outro, o entendimento de que o empate veio como verdadeira dádiva, um gol importantíssimo e valiosíssimo que permitiu deixar de lado qualquer trauma anterior e confiar na exibição em casa.
Perspectivas para o jogo de volta
A Portuguesa terá a oportunidade de converter sua superioridade ofensiva comprovada no primeiro tempo em gols na partida decisiva. As preocupações com eficiência ofensiva, falta de opções no elenco e variação tática permanecerão presentes, mas o mata-mata oferece a chance de fazer o sonho do acesso virar realidade.
Cabe à SAF, à comissão técnica e ao elenco apresentar correções e evoluções em relação ao jogo de ida. Cabe também à torcida mostrar que entende a importância do acesso e dar ao Canindé o clima que uma decisão pede. A Portuguesa flertou com o céu, piscou para o inferno e no fim trouxe a definição para junto da torcida.