Raul Seixas ganha reedições e single inédito aos 81 anos
Raul Seixas recebe três lançamentos em vinil para comemorar seus 81 anos: single inédito com Rolling Stones e reedições de álbuns clássicos do rock brasileiro.

Raul Seixas celebra 81 anos com lançamentos especiais em vinil
Raul Seixas, considerado uma das maiores referências do rock brasileiro, completa 81 anos neste domingo, 28 de junho. Para homenagear a data, três lançamentos em vinil reacendem o legado do artista baiano falecido em 1989. O destaque fica por conta de um single inédito com a gravação de uma música do Rolling Stones, além de reedições de álbuns que marcaram sua trajetória musical.
O single inédito "Raul Rock Club - 45 anos"
A gravadora independente Record Collector Brasil promove o lançamento do inédito single "Raul Rock Club - 45 anos", que marca um momento especial na discografia de Raul Seixas. O disco apresenta o primeiro registro fonográfico oficial de uma gravação caseira realizada pelo cantor em 1984, na sua residência no bairro do Itaim, em São Paulo.
A interpretação de "Lady Jane" do Rolling Stones
O destaque do lado A do single é a gravação de "Lady Jane", composição assinada por Mick Jagger e Keith Richards, lançada originalmente pela banda The Rolling Stones há 60 anos. A versão de Raul Seixas foi registrada em ambiente doméstico, apresentando uma abordagem intimista da canção clássica. O áudio já circulava informalmente no YouTube há seis anos, mas este é o primeiro lançamento oficial com tratamento técnico adequado.
Acompanhando Raul na interpretação da música, Sylvio Passos, mentor do fã-clube Raul Rock Club, participa ativamente desta gravação histórica. Além de "Lady Jane", o lado A inclui "Boneco de papel", faixa inédita em disco que foi creditada a Raul e Sylvio Passos. No lado B, o grupo Putos Brothers Band, liderado por Passos, oferece uma versão do blues "Eu toco Raul".
"A pedra do gênesis" retorna ao catálogo em vinil
A Universal Music, que administra o acervo da gravadora Copacabana, lança a reedição de "A pedra do gênesis", último álbum solo de Raul Seixas. Originalmente lançado em 1988 apenas em formato LP, o disco volta ao mercado fonográfico em vinil, preservando o formato original da era pré-CD no Brasil.
Conteúdo e significado do álbum
O repertório de "A pedra do gênesis" reúne composições autorais marcantes como "A lei", "Areia da ampulheta" e "Cavalos calados". O título faz referência à rocha lunar coletada por astronautas durante a missão Apollo 15 em 1971, uma escolha que reflete o interesse de Raul em temáticas de ciência e espiritualidade. Apesar de predominantemente autoral, o álbum inclui uma regravação da canção sertaneja "Lua bonita", composta por Zé do Norte e Zé Martins em 1953.
Reedição do álbum póstumo "Se o rádio não toca..."
Outro destaque entre as reedições é o álbum duplo "Se o rádio não toca...", originalmente lançado em 1994 em CD e LP simples. O disco contém a gravação ao vivo de um show realizado por Raul Seixas em Brasília no ano de 1974, trazendo a energia e espontaneidade característica das apresentações do artista.
Melhorias técnicas e novas faixas
A edição de 2026 do álbum "Se o rádio não toca..." apresenta melhorias significativas. A remasterização foi realizada por Sanjai Cardoso a partir da fita de rolo original, envolvendo nova transferência de áudios, mixagem e masterização. Esta revisão técnica busca aprimorar a clareza dos instrumentos e da voz de Raul, captando com maior fidelidade a qualidade sonora da apresentação de 1974.
A edição também incorpora seis faixas inéditas que estavam ausentes da versão de 1994 por limitações de espaço no formato físico. Com uma tiragem limitada de 500 cópias, este lançamento assume caráter de memorabília para os admiradores do artista. Raul Seixas consolidou-se como um dos pilares do rock brasileiro, deixando um legado musical que continua sendo celebrado através de relançamentos e projetos especiais como estes.
O legado duradouro de Raul Seixas
A realização de três lançamentos para celebrar os 81 anos de Raul Seixas reafirma a relevância de sua obra no cenário musical brasileiro. Desde sua atuação nas décadas de 1970 e 1980, o artista conquistou uma base de fãs fervorosa que mantém sua memória viva. Os lançamentos em vinil, formato que experimentou revitalização nos últimos anos, demonstram a continuidade do interesse pela discografia do cantor e compositor baiano entre gerações de ouvintes.