O candidato às eleições presidenciais de janeiro, apoiado pelo Partido Socialista, garantiu em entrevista à Renascença que, se for eleito, não será uma “força de bloqueio” e está disposto a pedir um compromisso escrito a um eventual governo formado pelo partido Chega. António José Seguro também descartou a necessidade de uma revisão constitucional para fixar o mandato único de sete anos do Presidente da República, uma proposta que já foi defendida pelo atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.
Durante a entrevista, Seguro enfatizou a importância de um Presidente da República que seja um “agente de estabilidade” e que trabalhe em conjunto com o governo para o bem do país. Ele afirmou que, se for eleito, não será uma “força de bloqueio” e que está disposto a colaborar com todas as forças políticas para encontrar soluções para os desafios que o país enfrenta.
O candidato também abordou a questão do partido Chega, que tem ganhado força nas últimas eleições e tem sido alvo de críticas por suas posições extremistas. Seguro afirmou que, se o partido fizer parte de um eventual governo, ele irá pedir um compromisso escrito para garantir que os valores democráticos e constitucionais sejam respeitados. Ele enfatizou que é importante manter a estabilidade política e que não se pode permitir que forças extremistas coloquem em risco a democracia e os direitos dos cidadãos.
Quanto à proposta de revisão constitucional para fixar o mandato único de sete anos do Presidente da República, Seguro afirmou que não vê a necessidade de tal mudança. Ele acredita que o atual sistema, com um mandato de cinco anos renovável uma vez, é adequado e permite que o Presidente tenha tempo suficiente para implementar suas políticas e projetos.
O candidato também falou sobre a importância de uma relação harmoniosa entre o Presidente e o governo. Ele afirmou que, embora o Presidente tenha um papel importante na governança do país, é importante que ele não interfira nas decisões do governo e respeite a separação de poderes.
Seguro também abordou outros temas importantes, como a pandemia de COVID-19 e a recuperação econômica do país. Ele enfatizou a importância de um plano de vacinação eficaz e de medidas de apoio às empresas e trabalhadores afetados pela crise. Ele também destacou a importância de investimentos em setores estratégicos, como a saúde e a educação, para garantir um futuro mais próspero para o país.
Em resumo, António José Seguro demonstrou durante a entrevista que é um candidato comprometido com a estabilidade política e o bem-estar dos cidadãos. Ele enfatizou a importância de um Presidente que trabalhe em conjunto com o governo e que seja um agente de união e diálogo entre as diferentes forças políticas. Se eleito, Seguro promete ser um Presidente que trabalhará incansavelmente pelo bem do país e dos seus cidadãos.





