Na última quinta-feira, dia 26 de novembro, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Portugal emitiu um comunicado determinando que 95 zonas de 14 distritos do país devem entrar em confinamento de aves domésticas. A medida foi tomada como uma forma de prevenção e controle da disseminação da gripe aviária, uma doença altamente contagiosa que pode afetar tanto aves domésticas quanto selvagens.
A gripe aviária, também conhecida como influenza aviária, é causada por um vírus que pode afetar diversas espécies de aves, incluindo frangos, patos, gansos e perus. Ela pode ser transmitida por contato com secreções respiratórias ou materiais contaminados, como fezes de aves infectadas, e pode causar desde sintomas leves até complicações graves, inclusive a morte.
Apesar de não haver registros de transmissão do vírus da gripe aviária para humanos, é importante que as medidas de prevenção sejam seguidas para evitar a propagação da doença entre as aves e, consequentemente, garantir a segurança alimentar e a saúde pública. Por isso, a DGAV decidiu pelo confinamento de aves domésticas em áreas consideradas de alto risco.
Essas áreas, que incluem 14 distritos do país, foram selecionadas com base em critérios como a identificação de focos de infecção em aves selvagens, proximidade com países onde houve casos confirmados de gripe aviária e intensa movimentação de aves domésticas. Entre os distritos afetados estão Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto, Viana do Castelo e Viseu.
O confinamento de aves domésticas, conforme estabelecido pela DGAV, consiste na manutenção das aves em espaços fechados, impedindo o contato com aves de outras propriedades ou com aves selvagens. Além disso, medidas de biossegurança devem ser adotadas, como a desinfecção adequada dos locais onde as aves são mantidas e a utilização de equipamentos de proteção individual ao manipular os animais.
Segundo o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal, a medida foi adotada preventivamente, pois apesar de não haver casos confirmados de gripe aviária no país, a situação é considerada de alto risco. As autoridades reforçam que é fundamental que os produtores rurais e outros envolvidos na criação de aves sigam as instruções da DGAV e colaborem para a contenção da doença.
Além disso, a DGAV alerta para a importância da população em geral também colaborar com a prevenção, denunciando à entidade casos suspeitos de gripe aviária em aves domésticas ou selvagens. A conscientização e a colaboração de todos são essenciais para que a doença seja controlada e não se alastre pelo território nacional.
É importante ressaltar que o confinamento de aves domésticas não é uma medida isolada e que outras ações estão sendo tomadas para garantir a segurança sanitária do país. Entre elas estão a vigilância epidemiológica constante, o reforço das medidas de biossegurança nas explorações de aves e a proibição da entrada de aves vivas ou produtos avícolas de países onde a gripe aviária já foi identificada.
Apesar de alguns impactos econômicos para os produtores rurais, é fundamental que a população entenda que o confinamento de aves domésticas é uma medida emergencial e necessária para proteger a saúde animal e humana. A conscientização e colaboração de todos são fundamentais para que essa e outras doenças sejam controladas e evitem maiores prejuí






