Popular Hoje terça-feira, 14 julho 2026
Política

Flávio promete posse com Bolsonaro em janeiro

Flávio Bolsonaro afirma que pai passará faixa presidencial em posse em 2027 se vencer eleições de outubro.

Flávio promete posse com Bolsonaro em janeiro
Fonte: g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/13/flavio-bolsonaro-jair-faixa-presidencial.ghtml

Promessa de cerimônia histórica

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-SP), reafirmou durante transmissão ao vivo nesta segunda-feira (13) que a posse presidencial será marcada por um momento simbólico caso vença as eleições de outubro. Segundo o senador, será seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quem lhe passará a faixa presidencial na cerimônia prevista para janeiro de 2027.

A declaração ocorreu em contexto de crescente tensão política. Flávio comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal que proibiu novas visitas do senador ao pai, após a divulgação de uma carta escrita por Jair em apoio à posse presidencial de seu filho. O ex-presidente cumpre atualmente medidas cautelares em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF em processo relacionado a tentativa de golpe de Estado.

A tradição da passagem de faixa

Pela tradição republicana brasileira, o antecessor é responsável por passar a faixa presidencial ao novo mandatário durante a cerimônia de posse. Este é um momento protocolar que marca a transição de poder entre gestões. Na posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, essa tradição não foi cumprida porque Jair Bolsonaro viajou para Orlando, nos Estados Unidos, dias antes do evento.

Flávio utilizou a transmissão ao vivo para reforçar sua convicção de que a situação jurídica de seu pai será revertida. Ele afirmou que pretende "resgatar o Brasil" caso seja eleito presidente e prometeu honrar o legado do ex-presidente.

Declaração durante live nas redes sociais

"O presidente Bolsonaro é que vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí. Vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus vocês vão ver essa cena", afirmou Flávio durante a transmissão ao vivo em plataforma digital.

O senador voltou a criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de tentar interferir nas eleições ao restringir o contato entre ele e seu pai. Flávio argumentou que a decisão judicial busca isolar politicamente o ex-presidente e prejudicar sua pré-candidatura.

Restrições judiciais impostas ao ex-presidente

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumprindo atualmente medidas cautelares impostas pelo STF. Entre as restrições mais rigorosas está a proibição absoluta de utilizar redes sociais, seja diretamente ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros, familiares ou assessores.

O ministro Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira (13) suspender, durante 90 dias, as visitas do senador Flávio ao pai. A decisão considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do ex-presidente durante transmissão em rede social no sábado (11) violou a restrição previamente estabelecida que proíbe o uso de plataformas digitais.

Posicionamento político e promessas eleitorais

Durante a transmissão ao vivo, Flávio reiterou seu compromisso com possíveis eleitores. "Podem ter certeza. A gente vai resgatar esse Brasil. A gente vai honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro", declarou, em referência às pessoas condenadas pela Justiça por participação em eventos relacionados à tentativa de golpe de janeiro de 2023.

O pré-candidato à presidência busca consolidar sua base eleitoral ao vincular sua candidatura ao apoio e à memória política de seu pai. A estratégia inclui críticas sistemáticas às decisões judiciais que afetam a família Bolsonaro, especialmente as proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Contexto de polarização política

A carta enviada por Jair Bolsonaro em apoio à pré-candidatura de Flávio desencadeou uma série de decisões judiciais mais rigorosas. No documento, o ex-presidente identificou seu filho como seu "porta-voz" e pediu aos apoiadores para deixarem "de lado diferenças" em nome da causa política comum.

Esta declaração de Flávio sobre a posse presidencial reflete o cenário político atual, marcado por intensas disputas judiciais, restrições impostas a figuras políticas e eleições presidenciais que ocorrerão em outubro. A promessa de que Bolsonaro passará a faixa presidencial funciona como símbolo de continuidade política e de reversão das condenações judiciais que afetam o ex-presidente e sua família.

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