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Homem britânico condenado por deixar animais mortos em igrejas

Britânico de 48 anos condenado por crimes envolvendo abandono de carcaças de animais em igrejas. Benjamin Lewis internado em hospital psiquiátrico após série de...

Homem britânico condenado por deixar animais mortos em igrejas
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Britânico condenado por crimes envolvendo animais mortos em igrejas

Um homem de 48 anos foi condenado por uma série de crimes graves que incluíram o roubo de animais e o abandono de carcaças em frente a igrejas no sul da Inglaterra. Benjamin Lewis, residente em Totton, recebeu uma ordem de internação em hospital psiquiátrico com restrições após sentença proferida pela justiça britânica na segunda-feira (3).

O caso gerou grande repercussão na mídia britânica, especialmente após revelações de que o acusado teria se identificado como "Conde Drácula" durante a audiência judicial. A polícia de Hampshire e Ilha de Wight encontrou durante buscas na residência do condenado uma variedade de materiais perturbadores, incluindo livros, recortes de jornais, fotografias e poemas de autoria dele abordando temas como vampiros, sangue e morte.

Crimes praticados entre fevereiro e julho de 2024

Os atos criminosos ocorreram durante um período de seis meses, entre fevereiro e julho do ano anterior. Durante esse intervalo, o acusado depositou sistematicamente carcaças e restos mortais de diversos animais nas portas de templos religiosos espalhados pela região. Os animais utilizados incluíram principalmente cordeiros, alguns dos quais foram encontrados em posições particularmente chocantes.

Um dos casos mais perturbadores envolveu um cordeiro que foi descoberto preso à cruz no topo do telhado de uma das igrejas. Esses atos deixaram as comunidades religiosas locais alarmadas e geraram preocupação generalizada entre os fiéis e lideranças das instituições afetadas.

Investigação e evidências forenses

A polícia conseguiu estabelecer um padrão claro nos crimes cometidos. Os investigadores foram tão meticulosos que consultaram até mesmo o calendário satânico para intensificar a vigilância das igrejas em datas consideradas significativas em práticas não convencionais. Essa abordagem estratégica contribuiu significativamente para aumentar a probabilidade de captura do perpetrador.

O ponto de virada na investigação ocorreu quando exames de DNA identificaram material genético do acusado nos restos de um dos cordeiros encontrados. Essa evidência forense sólida proporcionou à polícia uma base irrefutável para as acusações, levando à prisão preventiva e eventual condenação.

Processo judicial e confissão

Benjamin Lewis permaneceu detido preventivamente desde sua captura até a audiência de condenação. Em dezembro de 2025, ele se declarou culpado das acusações contra ele, reconhecendo sua participação nos crimes. Ao todo, o acusado foi condenado por 13 episódios distintos relacionados aos atos criminosos.

Durante o julgamento, sua defesa apresentou argumentos atenuantes, enfatizando que o cliente reconhecia plenamente seus crimes e demonstrava arrependimento pelos atos praticados. Um perito em saúde mental também prestou testemunho, informando ao tribunal que Lewis apresentava "dificuldades complexas de saúde mental" que contribuíram significativamente para seu comportamento problemático.

Internação psiquiátrica e pedido de desculpas

A sentença resultou em uma ordem de internação hospitalar em vez de prisão tradicional, reconhecendo a natureza das questões psicológicas envolvidas no caso. Após a condenação, o homem fez um pedido de desculpas formal às vítimas e afirmou que não tinha ressentimento contra os policiais responsáveis pela investigação que culminou em sua condenação.

Histórico criminal anterior

As revelações posteriores indicaram que esse não era o primeiro encontro de Lewis com o sistema de justiça criminal. Em 2003, ele havia sido preso por terrorizar um membro do clero, durante o qual alegava ser um vampiro. Esse incidente histórico levantou questões sobre a continuidade de seus problemas psicológicos ao longo dos anos e a necessidade de intervenção profissional contínua.

O caso representa uma situação complexa que intersecciona crime, distúrbios psicológicos e o impacto que indivíduos com dificuldades de saúde mental podem ter em suas comunidades, especialmente quando seus comportamentos afetam espaços sagrados e causam perturbação emocional aos fiéis.

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