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Vídeo revela momento preciso do duplo terremoto na Venezuela

Câmera de segurança registra o exato momento do duplo terremoto na Venezuela em 24 de junho. Veja as imagens que mostram a devastação em La Guaira e os números...

Vídeo revela momento preciso do duplo terremoto na Venezuela
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/01/terremoto-na-venezuela-video-mostra-o-momento-exato-do-tremor.ghtml

Registro em vídeo captura o instante do duplo terremoto na Venezuela

Um registro de câmera de segurança documentou o momento exato em que um duplo terremoto na Venezuela atingiu a região no dia 24 de junho, deixando uma trilha de destruição. As imagens foram capturadas em La Guaira, a localidade mais severamente afetada pelos violentos tremores que sacudiram o país.

A gravação documenta cenas de caos e desespero. Pedestres aparecem nos primeiros planos das imagens, muitos deles incapazes de manter o equilíbrio durante o abalo sísmico intenso. Ao fundo, do lado oposto da via, uma estrutura predial desaba por completo, gerando uma gigantesca nuvem de poeira que se eleva sobre a região devastada pelo terremoto na Venezuela.

Balanço de vítimas continua subindo

O número de óbitos registrados no desastre atingiu 2.295 pessoas na quarta-feira (1º de julho), conforme dados divulgados pelo governo venezuelano. Adicionalmente, mais de 11 mil pessoas foram contabilizadas como feridas pelos efeitos do terremoto na Venezuela.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, comunicou em pronunciamento recente que o duplo tremor de 24 de junho afetou 12.841 pessoas. Este número representa um aumento significativo em relação ao balanço anterior de terça-feira, que registrava 1.943 óbitos e 10.571 feridos.

Profissionais especializados em análise de desastres naturais indicam que esses números representam uma subnotificação considerável. Continuamente, mais corpos são removidos dos escombros, e os necrotérios enfrentam dificuldades extraordinárias para processar o elevado volume de vítimas fatais.

Sistema de saúde sob pressão extrema

Organizações humanitárias emitiram alertas informando que a frágil infraestrutura de saúde venezuelana está operando no seu limite máximo quase uma semana após o duplo terremoto na Venezuela. Hospitais sofreram danos estruturais, equipes médicas encontram-se sobrecarregadas com feridos, e doenças infecciosas começam a se disseminar na zona afetada pelo desastre.

Christian Lindmeier, porta-voz da Organização Mundial da Saúde, declarou que o sistema de saúde venezuelano encontra-se "sob extrema pressão, com instalações operando além da capacidade para atender à crescente demanda por casos de trauma". O país, já fragilizado por décadas de investimento insuficiente e crise econômica prolongada, enfrenta desafios imensuráveis na resposta à catástrofe.

De acordo com levantamento governamental, 38 hospitais em todo o território venezuelano foram danificados ou comprometidos pelos terremotos. A OMS já avaliou 21 dessas instalações, sendo que três não funcionam mais. Seis estruturas sofreram danos significativos, enquanto as demais apresentam deterioração progressiva devido ao fluxo massivo de pacientes.

Resgate de sobreviventes diminui drasticamente

O número de operações de resgate oficialmente registradas declinou consideravelmente nos três dias subsequentes aos tremores. Enquanto os primeiros dois dias após o duplo terremoto na Venezuela registraram 5.380 pessoas resgatadas com vida, a segunda-feira contabilizou apenas quatro pessoas encontradas vivas pelas autoridades.

O período crítico para a localização de sobreviventes em eventos sísmicos normalmente compreende 48 a 72 horas, embora seja possível permanecer vivo por períodos estendidos, dependendo de condições como temperatura ambiente e disponibilidade de água e alimentos.

Um incidente singular ocorreu quando uma criança foi resgatada na terça-feira, tendo permanecido presa durante seis dias sob estrutura predial desabada, conforme informado por Jorge Rodríguez. Entretanto, esses números não incorporam os múltiplos resgates realizados por grupos voluntários que, desapontados com a resposta governamental lenta, mobilizaram-se para salvar familiares e conhecidos.

Crise humanitária em expansão

Autoridades venezuelanas divulgaram que mais de 15.800 pessoas foram deslocadas pelos efeitos do duplo terremoto na Venezuela, dormindo em veículos, parques e outros locais inadequados. Carlotta Wolf, porta-voz da agência da ONU para refugiados, indicou que este número continuará aumentando significativamente.

Agências das Nações Unidas estimaram que o terremoto gerou 1,2 milhão de toneladas de entulho acumulado. Milhares de pessoas desabrigadas enfrentam condições insalubres, dormindo sob intempéries ou em abrigos superlotados que não atendem aos padrões mínimos de habitabilidade.

Sem acesso adequado a banheiros, chuveiros ou produtos de higiene, a população deslocada tornou-se progressivamente vulnerável a surtos de doenças evitáveis. Lindmeier alertou que taxas reduzidas de vacinação potencializam riscos de doenças como sarampo, enquanto as condições favorecem propagação de infecções transmitidas pela água, incluindo dengue, febre amarela e malária.

Desafios no resgate de desaparecidos

Com o governo mantendo silêncio sobre vítimas e sobreviventes, sem divulgar números oficiais de desaparecidos, cidadãos venezuelanos enfrentam dificuldades extremas para localizar familiares. Muitos recorreram a grupos de WhatsApp e plataformas digitais não oficiais para registrar desaparecimentos, com um banco de dados listando aproximadamente 43.220 pessoas como desaparecidas.

A NASA estimou que quase 59.000 edifícios foram danificados ou completamente destruídos pelo duplo terremoto na Venezuela, número que sugeriria uma quantidade significativamente maior de desaparecidos. O Fundo das Nações Unidas para a Infância reportou que 680 mil crianças necessitam de assistência humanitária em âmbito nacional.

Resposta humanitária internacional

Presença crescente de organizações não governamentais foi observada em La Guaira e comunidades adjacentes, com acampamentos da Cruz Vermelha, Programa Alimentar Mundial e outras entidades instaladas em espaços públicos. Filas extensas formavam-se durante todo dia sob temperaturas elevadas para obtenção de artigos de higiene, alimentos, medicamentos e equipamentos de proteção gratuitos.

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