Viih Tube explica reality com funcionários como crítica à jornada 6x1
Viih Tube esclarece que reality 'As Patroas' foi criado para criticar escala 6x1. Influenciadora responde às críticas após repercussão do programa.

Viih Tube explica propósito do reality com funcionários
A influenciadora digital Viih Tube se pronunciou sobre as críticas direcionadas ao reality show "As Patroas", produção que conta com a participação de 11 funcionários da família. Através de vídeos publicados no Instagram, a criadora de conteúdo afirmou que o objetivo principal do reality com funcionários era colocar em debate a polêmica escala 6x1, contra a qual ela e seu marido, Eliezer, se posicionam publicamente.
Em sua declaração, Viih Tube relatou que esperava gerar atenção para a questão, porém não antecipava a magnitude que o assunto tomaria. "A nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6x1, que nós somos contra. Porém, eu não imaginava que tomaria a proporção que tomou", afirmou a influenciadora durante sua explanação nos Stories da rede social.
Detalhes sobre o formato do programa
O primeiro episódio do reality foi disponibilizado na terça-feira (30) no canal do YouTube da influenciadora e também nas redes sociais do casal. Devido à repercussão negativa, o vídeo foi removido da plataforma de compartilhamento. O segundo episódio permaneceu disponível apenas no perfil do Instagram de Viih Tube.
A dinâmica do primeiro episódio incluía uma prova principal onde os participantes precisavam localizar moedas espalhadas por diferentes ambientes da residência. Nas imagens divulgadas, é possível visualizar Eliezer e Viih Tube distribuindo as moedas em um lago artificial, na sala da casa, e inclusive dentro do vaso sanitário e lixeira do banheiro.
Segundo episódio e resposta às críticas
Na tarde de quinta-feira (2), Viih Tube e Eliezer lançaram o segundo episódio do programa, que aborda questões relacionadas à precarização do trabalho e à escala 6x1. A influenciadora justificou a antecipação da publicação, que estava originalmente prevista para o sábado, citando a "repercussão gigantesca" gerada pelo primeiro episódio.
Em sua defesa do projeto, Viih Tube mencionou situações anteriores em que utilizou estratégias de marketing questionáveis, como quando mentiu para aumentar a divulgação de seu livro "Cancelada". Ela também aproveitou para gerar debate sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, relacionando essas experiências com sua abordagem no reality show.
Esclarecimentos sobre a participação dos funcionários
A influenciadora se esforçou para deixar clara a questão do consentimento dos funcionários. Segundo Viih Tube, nenhum dos participantes foi obrigado a integrar o programa. "É importante também deixar claro eles não são obrigados a participar. Foi feito o convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho", explicou.
Conforme relatado pela influenciadora, todos os funcionários que participaram do reality assinaram um contrato específico para produção audiovisual e receberam compensação financeira similar a uma publicidade realizada. O programa oferecia um prêmio de mais de R$ 20 mil para os vencedores das dinâmicas propostas.
Investigação do Ministério Público do Trabalho
A repercussão gerada pelo reality estimulou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a iniciar um procedimento investigativo sobre o caso. O órgão confirmou em nota que "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos".
Além da ação do MPT, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) também se pronunciou sobre a situação. Embora não tenha mencionado explicitamente os influenciadores, o tribunal publicou mensagens nas redes sociais alertando que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode configurar assédio moral no ambiente laboral.
Posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho
O TST enfatizou em seu comunicado que a Constituição Federal garante proteção à dignidade humana, e que a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. "Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", declarou o tribunal em seu posicionamento oficial.